VW Amarok reforça atributos com motor V6

Amarok V6 Highline

Antecipando-se à concorrência, a Volkswagen apresenta a Amarok V6 Highline, um motorzão 3.0 TDI a diesel que dá muito mais força à já parruda picape fabricada pela montadora alemã na Argentina.

Exportada para mais de 30 países, o Brasil é o maior mercado da caminhonete. É claro: com uma extensão territorial tão grande voltada ao agronegócio, a picape caiu no gosto dos fazendeiros.
Com cerca de 9 mil unidades comercializadas no ano passado, a caminhonete da VW apresentou crescimento de vendas de 30%, enquanto seu segmento teve alta de 12%.

Com o novo motor, além de cativar os mais endinheirados do campo, a marca também pretende fisgar consumidores da cidade que podem fazer da Amarok um veículo multiuso – do trabalho a aventuras no final de semana.

Quer dizer, a Amarok pode ser usada para transportar agroboys e seus insumos ou também proporcionar prazer a yuppies e suas tralhas de diversão.

A julgar pela pré-venda aberta pela empresa em dezembro, a V6 deverá cumprir seu papel e gerar muitos bons negócios para a Volks.

As 450 primeiras unidades da picape foram reservadas entre as noites de 5 e 6 de dezembro, esgotando o lote disponível para a ação em menos de 24 horas. O preço: 185 mil.

Em um segmento em que a concorrência costuma praticar preços mais elevados, o valor chega até a surpreender admiradores do veículo e da marca, explicando, em parte, o sucesso da pré-venda.

E o que esperar de uma caminhonete V6 de 225 cv, com 550 Nm (56,1 kgfm) de torque. Esportividade, of course.

A picape consegue a proeza de atingir 0 a 100 km/h em 8s. Sua velocidade máxima é de 190 km/h.

Na última quinta-feira (22.02), a Volkswagen proporcionou um teste drive a jornalistas especializados em um circuito por rodovias de São Paulo. Foram mais de 300 quilômetros em que se pode avaliar o comportamento do motor V6.

 

 

O interessante, para o FutureTransport, é que a caminhonete se comporta como um carro dócil de passeio quando não se exige força disponível dos duzentos e tantos cavalos.

Mas, ao pisar um pouco mais fundo, a resposta é imediata. A caminhonete “pula” como um leopardo em busca de caça.

Para um carro com centro de gravidade alto, o excesso de velocidade é sempre preocupante.

 

Mas a Volkswagen proporcionou, num circuito fechado no interior de SP, exercícios que mostram como os sistemas eletrônicos atuam para evitar escorregadas, saídas laterais e até capotamentos.

Entre os exercícios, o mais impressionante foi o teste do alce, aquele em que cones simulam uma manobra de desvio em que o motorista é surpreendido, por exemplo, numa parada brusca do tráfego. No ziguezague a 70 km/h, a Amarok se manteve no chão, para alivio deste que estava ao volante.

A sopa de letrinhas é grande na Amarok. São eles: Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC, na sigla em inglês), Controle Automático de Descida (HDC) e Assistente para Partida em Subida (HSA).

Também traz o BAS (Sistema de Assistência à Frenagem), ASR (Controle de Tração) e EDS (Bloqueio Eletrônico do Diferencial), todos itens de série.

Ainda é de série o indicador de perda de pressão dos pneus. Tudo isso para garantir muito mais a segurança.

Outro ponto interessante da V6 é o câmbio automático de 8 velocidades, que colabora para dar esportividade a Amarok V6 Highline.

As borboletas ao volante também deixam a “brincadeira” de trocas de marcha mais divertida.

A V6 Highline vem equipada de série com o sistema de infotainment “Discover Media”, com tela colorida sensível ao toque de 6,33 polegadas, leitor de CD, duas entradas para SD-Card, Aux in e porta USB.

Entre outros recursos, a central de entretenimento permite a locução de mensagens de texto (SMS) do celular por meio dos alto-falantes.

E mais: é possível responder por meio de comando de voz a mensagem, enviada em formato SMS.

Com a chegada do motor V6, a Volkswagen Amarok passa a ser oferecida em sete versões, com três faixas de potência, ampliando sua atuação no mercado nacional.

A versão S (disponível em cabine simples ou cabine dupla), conta com o motor 2.0 turbodiesel com 140 cv de potência e 34,7 kgfm (340 Nm) de torque, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas.

As opções SE, Trendline e Highline são equipadas com o motor 2.0 diesel com dois turbocompressores com potência de 180 cv.

O torque é de 40,8 kgfm (400 Nm) com câmbio manual (versão SE) e 42,8 kgfm (420 Nm) com transmissão automática de oito velocidades (item de série nas versões Trendline e Highline).

Resumindo, a Amarok tem muitos atributos e pontos positivos, mas vamos lembrar que o design já está um pouco cansado depois de cinco anos de atuação no mercado.

Por muitos melhoramentos que tenham sido acrescentados à versão V6 Highline, como couro e ajuste eletrônico nos bancos dianteiros, o interior ainda traz muito plástico rústico no painel e acabamento de portas, uma característica da VW difícil de aceitar num padrão de uma Amarok.

Mas, tudo somado, a Amarok ainda tem muita lenha para queimar, e desejos para serem atendidos em muitas regiões do Brasil, seja no campo e nos centros urbanos.

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