Volvo e Ford também anunciam paralisação de suas atividades

Linha de produção da Volvo

A pandemia causada pela COVID-19, que democraticamente atingiu a todos, sem distinção, vem causando estragos em todo o mundo e por aqui, depois de mais de 600 casos confirmados, nada é diferente e seus impactos já podem ser sentidos.

Hoje (20/03), a Volvo anunciou a suspensão da produção em sua fábrica em Curitiba (PR) por quatro semanas, a partir do dia 30 de março.

Com a decisão da montadora sueca, 3,7 mil funcionários do complexo fabril da montadora entrarão em férias coletivas.

Antes da decisão de paralisar a sua produção, a Volvo já havia implementado o home office para aqueles que poderia trabalhar remotamente, além de cancelar viagens e participações em eventos.

Outra montadora que também anunciou sua decisão foi a Ford, que vai paralisar suas atividades na América do Sul.

No Brasil, a suspensão temporária da produção nas unidades da Ford em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), assim como na fábrica da Troller em Horizonte (CE), entra em vigor no dia 23 de março, com a retomada das atividades programada para 13 de abril. Na Argentina, a produção na unidade de Pacheco será paralisada em 25 de março e as operações serão reativadas no dia 6 de abril.

Antes da Volvo e Ford, a Mercedes-Benz e General Motors já haviam anunciado a paralisação de suas atividades.

 Além de paralisar a produção das suas cinco fábricas brasileiras (em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) por tempo indeterminado, a General Motors também suspendeu o investimento de R$ 10 bilhões previstos para o período de 2020 a 2024. Segundo a empresa, é preciso reservar caixa para o momento de crise atual provocada pela disseminação da COVID-19.

A Marcopolo e a Randon também informaram que irão conceder férias às suas equipes.

A Marcopolo adotará férias coletivas em todas as suas unidades no Brasil, por um período de 20 dias, a partir de segunda-feira, dia 23 de março. 

Já as empresas Randon – Randon, Suspensys, Fra-le, Master, Jost e Castertech – optaram por adotar regime de férias seletivas e/ou coletivas – podendo variar conforme a unidade de negócio e a região em que está localizada. As empresas pretendem definir a data do início das férias nos próximos dias. As unidades que estiverem em férias seletivas ampliarão o uso de home office, para ter o mínimo necessário de profissionais no mesmo ambiente de trabalho.

Com as paralisações da Mercedes, GM, Volvo e Ford, além de outras a serem anunciadas em breve, desenha-se um duro cenário para os próximos meses.

Na China, onde tudo começou, a paralisação em boa parte das atividades e a reclusão das pessoas em suas casas teve impacto direto no mercado automobilístico. Em fevereiro, a venda de automóveis caiu 80%.

No Brasil, as vendas da primeira quinzena de março não foram afetadas pelo surto da COVID-19. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos), foram comercializados mais de 112 mil veículos neste período, com subida de 8,3% na comparação com 2019. A expectativa, no entanto, é que as vendas tenham queda expressiva no fechamento do mês.

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