Volvo Cars exporta da China para a Europa pela “nova rota da seda”

nova rota da seda

Os primeiros automóveis Volvo S90, fabricados na fábrica de Daqing, na China, começam a chegar nesta semana ao centro de distribuição de Zeebrugge, na Bélgica.

Os veículos chegarão através do recém-inaugurado sistema ferroviário China-Europa, conexão que reduz em dois terços o tempo necessário para fazer a viagem por via marítima.

A rota ferroviária faz parte da estratégia global de fabricação e logística da Volvo Cars, a chamada iniciativa “One Belt, One Road” (“Um cinturão econômico. Uma estrada.”), que pretende recuperar a antiga rota da seda e abrir uma nova era no comércio global.

 

Volvo S90, fabricado na fábrica de Daqing, inaugura as exportações da Volvo Cars da China para a Europa

 

Em 2015 a Volvo Cars se tornou a primeira fabricante ocidental a exportar para os Estados Unidos um veículo premium fabricado na China. E, desde novembro passado, a montadora iniciou a produção do S90 com pretensões de realizar exportações globais.

Além de reduzir o tempo de viagem, o transporte ferroviário se tornou uma solução logística mais inteligente e diminuiu o impacto ambiental. As emissões de CO2 por tonelada/km são 30% menores em comparação ao transporte marítimo.

Os primeiros veículos chegaram dia 31 de maio em Zeebrugge, na mesma semana em que o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitará a Bélgica. Durante sua visita está prevista uma reunião com o presidente da Volvo Cars, Li Shufu e o CEO Hakan Samuelsson.

Cada uma das composições ferroviárias da Volvo transporta 225 veículos em contêineres especialmente desenhados. Em cada contêiner viajam três veículos colocados em ângulos diferentes para o máximo de aproveitamento do espaço interior. O trem deve operar uma vez por semana na fase inicial, e a frequência será elevada para quatro a cinco vezes por semana até o final deste ano.

 

 

O trem partiu do município de Daqing, onde se localiza a fábrica da Volvo Cars, e viajou mais de 9,8 mil quilômetros em cerca de 18 dias antes de chegar ao porto belga. O trem passou pela Rússia, Belarus, Polônia e Alemanha.

A conexão ferroviária promoverá a cooperação entre a China e a Bélgica, disse o vice-primeiro-ministro belga Kris Peeters, que participou da cerimônia de lançamento do serviço em Daqing.

 

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