Vendas de veículos desaceleram em julho

Vendas de carros e comerciais leves

As vendas de carros e comerciais leves registraram retração de 5,7% em julho quando comparado a junho, apontou relatório da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgado a semana passada. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento é de 1,9%.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, afirmou que a queda pode estar relacionada a uma série de fatores, ente elas a instabilidade política, final do pagamento das contas inativas do FGTS e o mês de férias. “Vamos aguardar o número de agosto para termos uma posição mias clara antes de nos preocuparmos”, disse. “Por hora, dá para gente ver que o número de vendas caminha para uma estabilização e deve terminar o ano perto do que prevíamos, ou seja, crescimento de 4%.”

Com 1,2 milhão unidades no acumulado de 2017 até julho, as vendas registram alta de 3,5% – bem abaixo da média de 1,7 milhão de unidades registrada no período nos últimos anos. Mas um alívio para uma indústria que há três anos vinha verificando quedas consecutivas em seus balanços.

Em caminhões, embora as vendas tenham aumentado 7,5% em julho frente a junho, no acumulado do ano a situação ainda continua dramática: baixa de 14% entre janeiro e julho em relação ao mesmo período do ano passado. Isso significa uma ociosidade de 75% na indústria de caminhões, uma situação inimaginável.

Na situação geral, o que salva a indústria nacional em 2017 são as exportações, que registram alta de 42,5% no acumulado dos sete meses do ano. Já são 439,6 mil unidades vendidas ao exterior, sendo que os principais mercados compradores são, pela ordem, Argentina, México e Chile. Com as exportações, a produção registra uma alta de 22,4% no ano.

Para o presidente da Anfavea, o programa Inovar Auto ajudou a indústria automobilística nacional a conquistar novos mercados ao incentivar a produção de veículos muito mais eficientes energicamente. Foi esse fator que contribuiu para que um mercado como o do Chile passasse a ser nosso terceiro maior comprador.

Para Megale, novos acordos e negociação direta das montadoras devem abrir ainda mais as vendas no estrangeiro, uma saída muito significativa enquanto o mercado nacional não se recupera totalmente.

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