Veículos eletrificados podem alcançar mais de 1% das vendas totais em 2020

Ainda que com participação tímida, o mercado de veículos eletrificados triplicou em 2019. De 3.970 unidades emplacadas em 2018, saltou para 11.858 veículos comercializados em 2019, dobrando sua participação, que pulou de 0,2% para 0,4% do total de vendas.

Para 2020, as previsões da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é que este número suba ainda mais, conquistando cerca de 1,4% da vendas totais.

As previsões da Anfavea apontam para um crescimento de 9% nas vendas de leves, o que corresponde a quase 2,9 milhões de licenciamentos de veículos e, a se confirmar este número, as vendas de eletrificados poderão chegar à casa das 40 mil unidades comercializadas em 2020.

veículos eletrificados

Henry Joseph Jr., diretor técnico da Anfavea, ao comentar estas previsões, alerta para o fato de que o crescimento das vendas de elétricos está diretamente relacionado à infraestrutura de recarga e as próprias empresas estão investindo em infraestrutura, como a BMW, que atingiu a marca de 180 pontos de recarga espalhados pelo país. A marca alemã lançou cinco modelos eletrificados: Série 5 em sua versão 530e; Série 7 na configuração 745Le M Sport; novo i8 Coupé e a nova geração do i3 e o Mini Cooper Countryman S E, que é híbrido plug-in.

A Volvo é outra montadora que vem investindo pesado na infraestrutura de recarga e saltou de 125 para 500 postos de recarga de 2018 até agora. A Volvo Cars comercializou  7.916 unidades no ano passado e  1.166 foram híbridos plug-in, com destaque para o XC60, responsável por 823 unidades.

O executivo da Anfavea ressalta que a grande maioria dos veículos emplacados em 2019 são os híbridos, veículos que não precisam de uma infraestrutura de reabastecimento elétrico. Nesta categoria se enquadra o Toyota Corolla na versão híbrida flex que teve cerca de 4 mil unidades comercializadas no ano passado, o que corresponde a 22% das vendas totais do modelo.

Para 2020, a montadora japonesa estima comercializar cerca de mil unidades mensais, chegando a 12 mil unidades vendidas, superando sozinha os números totais de eletrificados emplacados em 2019.

Veículos comerciais elétricos

Para Joseph, o desenvolvimento do mercado de automóveis elétricos no Brasil se dá mais de maneira natural, por interesse do próprio consumidor do que por políticas públicas, como acontece na Europa ou na China. Já para os veículos pesados, principalmente em operações urbanas, o executivo cita o poder público como um incentivador da eletrificação por razões ambientais e de sustentabilidade , como é o caso da prefeitura de São Paulo, que em sua última licitação para o transporte público, tem um capítulo específico para o uso de ônibus elétricos, assim como as cidades de Campinas e São José dos Campos.

O executivo também aponta que o caminho para a eletrificação de veículos comerciais é mais fácil por que, apesar do custo de aquisição do veículo ser maior em comparação com o movido a combustível fóssil, o custo total da operação se torna competitivo ao longo do tempo.

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