Um novo mundo

Wagner OliveiraA indústria automobilística se prepara para pôr os pés em um novo mundo brevemente. A autonomia dos veículos, células de combustíveis, conectividade e fábricas mais eficientes e robotizadas são as faces mais visíveis desses novos tempos que se aproximam.

O Salão de Detroit de 2017 mostrou que a direção autônoma dos carros de passeio vai virar realidade em pouco tempo: o proprietário poderá optar em ser passageiro ou condutor. Esta evolução foi impulsionada nos últimos anos depois que parte da indústria quebrou nos Estados Unidos na crise global de 2007.

Produtos ineficientes energicamente derrubaram as vendas no então maior mercado mundial e fizeram marcas importantes se verem diante de uma dura realidade. Com o quadro negro que se formou e que custou a carreira de grandes executivos, o governo americano interveio no setor para salvar marcas gigantes símbolos do capitalismo ianque do desaparecimento. Em troca, exigiu fortes investimentos em novas tecnologias para aumentar a eficiência dos produtos num mundo que precisa ser mais amigável ao ambiente. Era preciso criar alternativas à grande dependência do petróleo.

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A indústria europeia, que sempre esteve mais ligada a questões de segurança veicular e ambientais e, por consequência, de eficiência energética, também apertou o passo. Neste novo mundo que se avizinha, contribui decisivamente para a mudança de rumo o olhar que as empresas da nova economia apontaram para a antiga indústria automobilística, que deu os seus primeiros passos no final do século 19.

Empenhados e competentes, os profissionais que formam a alma do negócio rapidamente entenderam e deram as respostas. Mostraram em pouco tempo porque o segmento sobrevive há mais de um século, tornando os veículos individuais ou coletivos essenciais na vida dos habitantes do planeta, desde o abastecimentos humano até simples deslocamentos do dia a dia.

Com tudo isso em curso, logo vamos experimentar veículos mais limpos, confortáveis e interligados, melhorando a vida dos consumidores e a mobilidade em todo o planeta.

No Brasil, talvez parte desses novos tempos demorem um pouco mais a chegar, ainda mais com a crise de demanda que o país enfrenta ao passar por forte desajuste econômico. Mas a indústria aqui também não está parada, apesar de ver seu mercado desabar quase pela metade. O Inovar Auto foi um passo certeiro para incentivar a produção de veículos mais seguros e econômicos.

Aqui como no exterior, os profissionais também demonstram talento e dedicação para continuar fazendo do automóvel um produto de desejo. É como disse recentemente um executivo da indústria: a inovação não vem pela adivinhação do futuro, mas sim pelo esforço empregado constantemente no dia a dia.

O esforço é elogiável.

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