Um laboratório didático para compreender a indústria 4.0

indústria 4.0

Com a ajuda da Associação Brasileira da Engenharia Automotiva (AEA), o governo federal quer criar um laboratório para fazer com que o empresário de qualquer porte entenda com melhor clareza e didatismo o que significa a quarta revolução industrial ou indústria 4.0.

Segundo o diretor da AEA Anderson Suzuki, o termo ainda causa controvérsia em muitos lugares do mundo, com os pensadores tentando formular conceitos sobre o que é essa nova revolução tecnológica.

De maneira mais simples, a indústria 4.0 é uma fusão de vários processos que vem se desenvolvendo desde séculos de industrialização, até o surgimento da inteligência artificial, robotização e evolução da tecnologia da informação, entre outros conceitos, que vão fazer com que a indústria crie cada vez mais soluções a partir das necessidades dos clientes, acabando com o conceito de “produto de prateleira” – aquele em que o consumidor compra o que existe e não o que ele deseja.

“A indústria 4.0 é um tremendo avanço em que cada item, como o robô na linha de produção, por exemplo, é um componente que vai formando um todo para um salto de excelência da indústria, comércio e serviços”, considera.

Como entidade consultora do governo, a AEA foi chamada para a montagem desse laboratório, que serviria como uma espécie de experiência real. O projeto está em andamento, mas já tem gente pensando na frente.

Porque a iniciativa privada já está adiantada. A empresa de tecnologia e serviços Totvs, por exemplo, acaba de criar um espaço de experiência onde mostra para os empresários o que a tecnologia pode fazer para revolucionar e expandir seus negócios.

No espaço, a empresa demonstra como um software pode melhorar o serviço de plantio, administração da lavoura e colheita trabalhando os dados.

O mesmo serve para a integração entre a manufatura, robotização e logística da produção até o cliente final.

Em uma loja eficiente, a tecnologia vai demonstrar no espelho opções de roupa e preço caso o cliente não tenha ficado satisfeito ao provar uma peça.

A tecnologia vai avaliar o estoque e recomendar para o supermercado qual produto deve entrar em produção considerando-se a época e o prazo de validade, por exemplo.

Nesse laboratório, a empresa vai demonstrar como é aplicação da inteligência artificial, que até pouco tempo atrás era cara e estava restrita às grandes empresas – pioneiras na adoção de novas tecnologias.

Nesse laboratório próprio, a Totvs desenvolveu uma plataforma de dados e inteligência artificial, batizada de Carol, para dar suporte a todos os segmentos atendidos pela empresa – sejam elas grandes ou micro.

O objetivo é que sua tecnologia de IA seja de fácil adoção e uso às empresas tanto quanto as soluções de IA da Apple e do Google são para as pessoas.

As recomendações personalizadas dessas tecnologias fazem com que se crie expectativas mais altas sobre as máquinas inteligentes e dispositivos que usamos.

Essa mesma facilidade de uso e inteligência é esperada pelos usuários dos sistemas de gestão ou de qualquer outro software corporativo.

Desta forma, o proprietário de um food truck poderá ter acesso aos insights trazidos pela Carol sem precisar investir uma alta quantia na tecnologia.

A inteligência artificial Carol avalia o mercado-alvo, concorrência, custos, sazonalidade, entre outros fatores para tomar a decisão e facilitar o processo de precificação do microempreendedor.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta