Transporte público de São Paulo dribla problemas decorrentes da greve dos caminhoneiros

Mesmo com a greve dos caminhoneiros, que reduziu o volume de abastecimento de combustível nos principais mercados, as empresas de ônibus da cidade de São Paulo circularam no início da manhã de ontem (24/05) com até 97% da frota programada.

A maioria das operadoras conseguiu abastecer seus veículos por meios alternativos ou usaram o estoque que ainda tinham em suas garagens. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), a Prefeitura de São Paulo autorizou as empresas de ônibus a reduzir em até 40% a frota em operação no horário de entre pico, para garantir que a frota estivesse operacional no fim da tarde e à noite.

Entretanto, mesmo com a autorização da prefeitura para a redução de frota, as operadoras do transporte público não sentiram necessidade de aplicar essa providência.

 

 

Segundo nota do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), as 14 empresas concessionárias associadas operaram normalmente. “Todos os esforços foram feitos pelas empresas para manter a circulação do transporte urbano e atender aos passageiros, que não podem ter a mobilidade prejudicada. Uma das medidas, inclusive, adotada por algumas concessionárias, foi procurar postos de abastecimento da cidade, para garantir o óleo diesel nos tanques dos ônibus”, diz a nota de esclarecimento.

Considerando a frota das empresas concessionárias e permissionárias, mais de 90% dos quase 14 mil ônibus urbanos circularam normalmente pela cidade na manhã desta quinta-feira.

As empresas concessionárias ressaltaram que continuariam buscando alternativas de abastecimento de óleo diesel para manter a operação nesta sexta-feira, dia 25, “mesmo que parcialmente, atendendo, principalmente, aos horários de maior demanda de passageiros.”

Vale destacar que a frota de trólebus, é claro, manteve-se 100% operacional. O rodízio municipal de veículos foi suspenso durante toda esta quinta-feira.

“A Prefeitura lamenta os transtornos causados à população e ressalta que nenhuma manifestação, por mais justa que seja, pode afetar o direito de ir e vir das pessoas. Informa ainda que já está tomando as medidas judiciais necessárias para garantir o abastecimento de combustível da frota de ônibus”, informou a SPTrans em seu comunicado.

Liminar

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu no final da tarde de ontem (24/05) liminar que determina a imediata suspensão dos atos de protesto que impeçam a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de ônibus do transporte público do município de São Paulo, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 1 milhão pelo descumprimento da determinação, que se aplica também aos demais serviços essenciais do município.

Mas até o início da noite de ontem (24/05) ainda não havia notícias sobre como a liminar seria acatada pelos caminhoneiros.

São Bernardo do Campo

A SBCTrans, principal operadora de transporte urbano de São Bernardo do Campo adotou, temporariamente, mudanças em seus serviços para garantir a continuidade do transporte coletivo urbano nos horários de maior demanda e decidiu reduzir o número de veículos em circulação nos horários de menor demanda (entre os picos).

“Como não podemos prever quando o abastecimento será normalizado, preferimos nos antecipar e garantir aos clientes e usuários o padrão de qualidade dos serviços nos horários mais importantes e de maior demanda”, explica Milena Braga Romano, diretora executiva da SBCTrans.

No início da noite de ontem, porém, a empresa soltou um comunicado dizendo que, em decisão conjunta com a Prefeitura de São Bernardo do Campo e “visando minimizar os impactos da paralisação dos caminhoneiros nos transportes e mobilidade dos munícipes da cidade”, voltaria a colocar em circulação 100% de sua frota para atender à população e manter os serviços.

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