Testes customizados no novo campo de provas da MAN

Campo de provas da MAN

A MAN Latin America passa a testar seus veículos pesados – caminhões e ônibus – em um dos mais avançados campos de prova da montadora, construído dentro de sua unidade fabril de Resende, no Rio de Janeiro. Em uma área equivalente a quatro campos de futebol (35.500 m2), podem ser testadas 26 condições variadas de rodagem na pista da montadora a partir de 19 tipos diferentes de eventos que, combinados, conseguem reproduzir a maioria das condições equivalentes à realidade, como buracos, valetas, desníveis, quebra-molas, junções de concreto ou cabeceira de ponte.

Com isso, a montadora pode fazer testes específicos para as diferentes situações de rodagem de cada cliente, incluindo as mais severas. “Nosso foco é conseguir fazer o que chamamos de durabilidade customizada, que é customizar, para cada aplicação que o veículo vai ter, um determinado teste que vai reproduzir exatamente as condições que o cliente vai aplicar”, explica Leandro Siqueira, responsável pela área de engenharia da empresa. São esses testes de durabilidade que vão garantir que o veículo atinja o resultado que o cliente espera.

 

 

O empreendimento absorveu um investimento de R$ 9,5 milhões e é o primeiro para testes de rodagem de veículos comerciais do grupo Volkswagen na América Latina. Inclui a única pista da América Latina com a certificação internacional ISO 10.844 para homologar veículos quanto ao nível de ruído externo.

Os diferentes tipos de pavimentos, como pedras de rio, paralelepípedos, trilhos de trem, ondulações nas chamadas costelas de vaca, lombadas e pistas milimetricamente esburacadas – além de rampas com inclinações de 20% até 60% –, fazem com que um teste realizado em um quilômetro da pista seja o equivalente a 50 quilômetros de uma estrada real. As inclinações mais leves são usadas para testar partidas e retomadas em aclives para avaliação da eficiência do freio e até de basculamento da cabine. A construção especial foi projetada para 18 toneladas de carga por eixo, no Brasil, o limite legal é de dez toneladas por eixo. Foi construída uma camada de mais de 20 centímetros de concreto, associada a malhas de aço e fibras de polímero, para assegurar a robustez necessária para a continuidade das condições de todos os pavimentos especiais do campo de provas, no longo prazo.

 

O novo campo de provas possui diferentes tipos de pavimentos, como pedras de rio, paralelepípedos, trilhos de trem, ondulações nas chamadas costelas de vaca, lombadas e pistas milimetricamente esburacadas – além de rampas com inclinações de 20% até 60%

 

Para Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, o início de operação desse campo de provas é a realização de um sonho de mais de 20 anos, algo que ele esperava que acontecesse desde a inauguração dessa fábrica. “Temos uma frota com mais de cem caminhões e ônibus Volkswagen e MAN em testes por todo o país. A cada mês, rodamos cerca de 300 mil quilômetros. Por trás disso, temos um time de quase 600 profissionais dedicados ao desenvolvimento de nossos produtos. Nosso investimento é pesado para garantir a qualidade e consequente satisfação dos clientes. O novo campo de provas chega para dar ainda mais eficiência a esse trabalho e integra os recursos financeiros que aplicamos continuamente no país”, afirma Cortes.

Para a construção da pista foram movimentados mais de 3.300 caminhões de terra, 250 veículos de concreto e outros 95 de asfalto. De acordo com informações da MAN, outras pistas do grupo Volkswagen na Europa serviram como referência para a construção do novo campo, garantindo a equivalência entre os resultados obtidos.

Além do novo campo de provas, a MAN utiliza uma propriedade com mais de um milhão de metros quadrados para simular condições específicas off-road, localizada a cerca de 50 quilômetros da fábrica de Resende. São feitos também testes especiais em estradas de todo o país, e do exterior, para avaliações que necessitem de quilometragem extra ou situações características como verão ou inverno. Os modelos chegam a passar até por câmaras climáticas com temperaturas que vão desde os – 40°C aos 60°C.

 

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