21 de abril de 2024

Teste de emissões mostra vantagens do etanol sobre os EVs

vantagens do etanol sobre os EVs

A Stellantis, empresa criada a partir da fusão entre a Fiat e Peugeot, acaba de divulgar a realização de um teste realizado com um veículo alimentado por quatro fontes distintas de energia a fim de mensurar a emissão total de CO2 em cada situação.

O automóvel foi abastecido com etanol e comparado em tempo real com a mesma situação de rodagem em três alternativas: com gasolina tipo C (E27); 100% elétrico (BEV), abastecido na matriz energética brasileira e 100% elétrico (BEV) abastecido na matriz energética europeia.

Na comparação, foram utilizadas metodologia e tecnologia de conectividade desenvolvidas pela Bosch, que consideram não apenas a emissão de CO2 associada à propulsão, mas as emissões correspondentes a todo o ciclo de geração e consumo da energia utilizada. É o conceito ‘do poço à roda’ (well-to-wheel) ou ‘do campo à roda’, no caso dos biocombustíveis.

Durante o teste comparativo realizado no simulador, o veículo percorreu 240,49 km e foram obtidos os seguintes resultados de emissões de CO2 durante o trajeto:

vantagens do etanol sobre os EVs

A vantagens do etanol sobre os EVs abastecidos com energia gerada na Europa foi significativa e, segundo Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América do Sul, “os resultados comprovam as vantagens comparativas da matriz energética brasileira, principalmente a importância dos biocombustíveis para uma mobilidade mais sustentável”. Quando comparado à gasolina, o etanol se destaca ainda mais.

O saldo final mostra que, na comparação entre os dois combustíveis, o uso do etanol evitou a emissão de 34,85 kg de CO2eq no trajeto, o equivalente a 144 gramas de CO2eq por quilômetro rodado. O etanol reduz mais de 60% a pegada de carbono.

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Segundo a Stellantis, a matriz energética brasileira, em que se destacam os biocombustíveis e a energia elétrica gerada por meios renováveis, garantem as vantagens do etanol sobre os EVs e pode ser usada para promover uma mobilidade mais sustentável.

Na Europa, a necessidade da descarbonização está focada na indústria automotiva e baseada em uma rota tecnológica de eletrificação em função das próprias condições europeias. A matriz energética local tem grande participação dos combustíveis fósseis, o que impõe limitações às opções de descarbonização, levando à opção imediata pela mobilidade eletrificada. O custo financeiro deste caminho é elevado.

A realidade brasileira é muito diferente. A matriz energética é mais sustentável. Esta característica da matriz energética abre para o país um leque de opções de soluções de mobilidade, em condições privilegiadas. O etanol é um forte aliado na redução das emissões de CO2 no Brasil. Sua combinação com a eletrificação pode ser uma alternativa competitiva de transição para a difusão da eletrificação a preços acessíveis.

A fabricante está trabalhando para desenvolver no Brasil soluções, tecnologias e componentes para veículos híbridos que combinem etanol e eletrificação. Com o lançamento da plataforma Bio-Electro, a Stellantis pretende articular um grande conjunto de parcerias estratégicas, visando acelerar o desenvolvimento e implementação de novas soluções de propulsão e de descarbonização da mobilidade. Seu objetivo é nacionalizar soluções, tecnologia e produção, o que poderia impulsionar uma onda setorial de reindustrialização.