GRU consolida liderança na movimentação de carga aérea

Teca GRU

Desde a concessão de aeroportos à iniciativa privada em 2012, a armazenagem, desembaraço e liberação de cargas aéreas não para de evoluir, trazendo maior competição entre os terminais nacionais. Com isso, vem aumentando a eficiência para transportadores e embarcadores na importação e exportação de diversos tipos de itens via porão dos aviões.

Dentro desse novo contexto, o Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Cargas de São Paulo (Teca GRU), se consolidou na primeira posição na movimentação de mercadorias, ultrapassando definitivamente o aeroporto de Viracopos, onde a privatização parece não ter sido tão bem-sucedida. Recuperando índices pré-crise, o Teca GRU ampliou em 7% o o trâmite de cargas no ano passado em relação a 2017.

A expectativa da direção do GRU Airport é que o crescimento neste ano registre os mesmos índices do ano passado, embora o primeiro bimestre tenha sido abaixo das expectativas.

Com investimento de R$ 45 milhões em tecnologia para a movimentação no armazém e em todo o aeroporto, além da digitalização de processos em sintonia com normas da Receita Federal e Anvisa (Agência federal de fiscalização e controle sanitário), o Teca GRU conseguiu reduzir o tempo de liberação de mercadorias de 120 horas para atuais 62 horas.

Ao agilizar o trâmite de mercadoria, o Teca GRU consegue aumentar a eficiência para si e seus clientes, que ganham com redução de custo ao ter disponível a carga em menor tempo. Além disso, ao diminuir estoques, o terminal abre mais espaço para novas cargas, em um ciclo virtuoso. Fixada pelo governo, a taxa pelo uso do espaço de armazenagem é comum a todos os terminais – a competição está na maior agilidade.

Localizado na maior área industrial do país, o GRU Airport conseguiu, ao longo dos sete anos de privatização, se consolidar como o maior complexo logístico ao atingir 42% do market share. Desde 2012, foram nove pontos percentuais de aumento, crescimento que possibilitou superar Viracopos, cuja vocação desde a criação é a movimentação de cargas.

Em 2018, foram movimentadas 305 mil toneladas de cargas. As importações cresceram 9% e as exportações subiram 7%. Com isso, o ano passado registrou recorde histórico na movimentação de cargas importadas, ao atingir 14.793 toneladas apenas no mês de outubro.

O GRU atende 40 companhias aéreas internacional que fazem movimentação de cargas, além de todas as companhias nacionais. O aeroporto conseguiu 35% de crescimento na representatividade de voos cargueiros no volume total de carga importada. O GRU conquistou novas frequências regulares da Europa, Estados Unidos e Ásia, operados pelas companhias Qatar, Latam Cargo, Avianca Cargo, Lufthansa, Turkishi Airlines e Ethiopian Cargo.

Fármacos, autopeças, eletroeletrônicos, máquinas, produtos aeronáuticos e têxteis são os principais produtos movimentados no Teca GRU. O aeroporto de Guarulhos possuiu também o maior complexo frigorífico em aeroportos do Brasil, com 37 mil metros quadrados para armazenamento. São 21 câmaras frias com 3.120 posições para produtos perecíveis, com foco em farmacêuticos, além de 360 posições para contêineres refrigerados.

O Teca GRU possui uma área de armazenagem de 99 mil m² e proximidade com as principais rodovias de São Paulo e cidades do Estado. A conclusão do trecho Norte do Rodoanel neste ano aumentará ainda mais a eficiência na circulação de mercadorias, já que o aeroporto está localizado às margens da via expressa.Desde o entorno o aeroporto num raio de 150 quilômetros, está concentrado cerca de 30% do PIB brasileiro.

Desde janeiro do ano passado, a área de atendimento ao cliente do terminal de cargas passou a receber os documentos para a liberação de cargas importadas de forma eletrônica. A digitalização dos processos elimina a necessidade da presença física do solicitante de serviços e a emissão de documentos em papel.

Só este sistema, reduziu em 71% (de 12 horas e meia em 2017 para 3 horas e meia em 2018), o tempo médio entre o desembaraço aduaneiro da carga e sua verificação documental, etapa que compete aos importadores e seus representantes no GRU.

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