14 de abril de 2024

Startup apresenta o e-Vtol Ranger, uma nave “Darth Vader”

e-Vtol Ranger

Veículos voadores, que eram exclusivos de filmes futuristas e de ficção científica, começam a ganhar o mundo real e, se depender da startup californiana Aura Aerospace, logo poderemos voar em uma aeronave igual às icônicas naves do Império, da franquia de Star Wars.

O protótipo, batizado de Ranger – talvez outra referência cinematográfica – , é um e-VTOL híbrido de longo alcance que terá decolagens e aterrissagens verticais realizadas usando um sistema octocóptero coaxial, com oito propulsores de duas pás de 178 cm pendurados na frente e atrás da grande asa principal. Uma vez no ar, suas asas se desdobram até um largura total de 23 metros e, e com as hélices retraídas, um par de motores turbofan a jato entra em ação para fornecer impulso para frente.

e-Vtol Ranger

O Ranger pode operar a partir de aeroportos. Mas como também pode decolar e pousar verticalmente, a Aura Aerospace imagina que decolará de arranha-céus, por exemplo. Em voo, dois motores turbofan fornecerão propulsão. No entanto, os motores convencionais serão operados com querosene neutro para o clima, também conhecido como Combustível de Aviação Sustentável (SAF). Eles aceleram a aeronave apenas com asas a uma velocidade de cruzeiro de 820 km/h e tem um alcance de 18 mil quilômetros, algo como 22 horas de voo sem escalas. A aeronave poderia fazer, por exemplo, a rota São Paulo – Pequim sem escala e ainda sobrariam algumas centenas de quilômetros de reserva. A altitude de cruzeiro deve ser de 10.000 pés, ou seja, pouco mais de 3.050 metros.

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A cabine de cinco lugares ainda estará equipada com uma pequena cozinha e banheiro para atender aos ocupantes em voos de longas distâncias.

Apesar de usar tecnologia e-VTOL, o Ranger está muito mais próximo de um jato executivo de longo alcance. Isto porque, apesar de possuir um sistema elétrico de pousos e decolagens verticais, ele ainda necessita queimar combustível de aviação, seja ele sustentável ou não.

O Ranger ainda é uma ideia interessante, mas há um caminho longo e altamente dispendioso entre essas imagens renderizadas e a fabricação comercial certificada.