Setor automotivo apresenta ao Governo os pilares para a construção da indústria do futuro até 2030

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Em reunião com o presidente Michel Temer, a indústria automotiva apresentou hoje (25/04) o plano “Agenda Automotiva Brasil”, que contém os pilares que considera necessários para um desenvolvimento sustentável no longo prazo.

Representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea,) em conjunto com os presidentes e principais líderes dos fabricantes de veículos do país, estiveram em Brasília para reunião com o Presidente da República Michel Temer, da qual participaram também os ministros Henrique Meirelles, da Fazenda, e Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além de representantes de outros ministérios.

A entidade expôs ao grupo a situação crítica da conjuntura setorial, que registra índices elevados de ociosidade nas fábricas, e apresentou o plano “Agenda Automotiva Brasil”, sua visão sobre os pilares necessários para um desenvolvimento sustentável de longo prazo. O objetivo é preparar o setor automotivo brasileiro para competir no mercado global, considerando as rápidas transformações que a indústria enfrenta no mundo todo.

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, trabalhar com um horizonte até 2030 é fundamental para o planejamento das empresas. “Estabelecer um programa com prazo superior a dez anos representa um grande avanço para a indústria e para o Brasil, pois dará previsibilidade ao planejamento e investimento das empresas. Com a formação dos grupos de trabalho, compostos por representantes de vários ministérios e com participação da iniciativa privada, temos a expectativa de que todos os pontos avancem rapidamente e as regulamentações estejam concluídas até o fim deste ano”, disse o executivo.

Os pilares da “Agenda Automotiva Brasil” apresentados ao presidente Michel Temer envolvem a recuperação da base de fornecedores, localização de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, eficiência energética – que considerará as características do etanol como combustível limpo –, segurança veicular, inspeção técnica veicular, resolução de entraves logísticos, relações trabalhistas e tributação.

Segundo informações da Anfavez, todos estes pontos já fazem parte das discussões do novo ciclo de política automotiva, que se iniciaram oficialmente no dia 18 deste mês, após apresentação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Para o desenvolvimento das ações, o ministro Marcos Pereira anunciou a criação do Grupo de Alto Nível (GAN) 2030, que terá seis grupos de trabalho para abordar cada um dos temas.

De acordo com Megale, “a mobilidade está se transformando muito rapidamente no mundo todo e os consumidores, cada vez mais exigentes, anseiam por novas tecnologias, evolução da segurança e redução das emissões. Com o fim do Inovar-Auto e as lições aprendidas com ele, temos uma oportunidade única de desenvolver um novo regime automotivo de longo prazo atento a estas transformações e que fortaleça toda a cadeia produtiva para competir no mercado global”.

A cadeia automotiva é uma das mais extensas da indústria brasileira. É responsável por 22% do PIB industrial e 4% do PIB total, emprega direta e indiretamente 1,6 milhão de pessoas e gera R$ 40 bilhões de tributos diretos sobre veículos. Possui ainda um amplo efeito multiplicador na economia, com geração de renda e emprego, ao englobar produtores de insumos primários, fabricantes de veículos e de autopeças, rede de distribuição, além de serviços, como postos de gasolina, borracharias, oficinas mecânicas, consórcios, seguradoras etc.

Segundo o MDIC, a previsão é de que até 30 de agosto todos os pontos do novo ciclo de política automotiva estejam concluídos. Os últimos meses do ano serão destinados às regulamentações necessárias para que tudo esteja em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018.

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