Scania prevê crescimento de 30% no mercado de caminhões acima de 16 toneladas

Scania prevê crescimento no mercado de caminhões

Os primeiros caminhões Scania equipados com os novos motores da marca, os modelos R 450 e R 510, começaram a ser entregues este mês. Ao todo, foram comercializados desde a Fenatran, onde foram oficialmente lançados, em outubro passado, mais de 200 veículos desses modelos.

O primeiro cliente a receber a nova linha de caminhões foi o Grupo G10, formado por cinco empresas do Paraná, que adquiriu duas unidades para o transporte de grãos. A empresa já figura entre os principais clientes da Scania, adquiriu cerca de 200 novos caminhões da marca no ano passado, incluindo os modelos R 440, nas configurações 4×2 e 6×2, e o R 480 na versão 6×4.

O principal mote dos motores de 450 cv e 510 cv é a possibilidade de proporcionar redução no consumo de combustível em até 5%, o que acontece, entre outros pontos, graças à tecnologia de alta pressão de injeção de diesel. Além disso, esta nova geração de motores é fabricada com CGI, um composto compactado de ferro e grafite que duplica a resistência à fadiga, mas mantém a leveza do componente.

 

 

Ricardo Vitorasso, diretor de vendas de caminhões da Scania do Brasil acredita que os novos modelos têm potencial para atingir índices de venda que podem alcançar o R 440, o modelo mais vendido em toda a história da Scania no país, com 3.033 unidades comercializadas no ano passado. O R 440 atingiu um recorde na montadora, com quase 28 mil unidades vendidas, desbancando o lendário T 113 – produzido de 1991 a 1998 – que ocupava, até então, o posto de caminhão mais vendido da história da Scania.

No ano passado, as vendas de caminhões Scania cresceram 36% sobre o ano anterior, para 4.245 unidades. O desempenho foi positivo tanto no segmento de pesados (alta de 38%, para 4.901 veículos) quanto no de semipesados (alta de 21%, para 853 unidades). Roberto Barral, vice-presidente de operações comerciais da Scania no Brasil, ressalta que a empresa manteve seu plano de investimentos de R$ 2,6 bilhões na fábrica e na rede de concessionários. 

Perspectivas

Para este ano, a previsão da montadora para o mercado é de um aumento de 30% nas vendas de caminhões acima de 16 toneladas, em relação a 2017, ultrapassando 40 mil unidades. “Há um reaquecimento da economia com o aumento da confiança do consumidor, devido ao descolamento do cenário político. Temos uma melhora gradativa do mercado e contamos com alguns fatores que poderão ser decisivos para um ano melhor, como a baixa dos juros e uma renovação da frota Euro 5, adquirida no auge do mercado, entre 2012 e 2014”, prevê Barral.

Além do transporte de grãos, que deverá movimentar boa parte das vendas, Vitorasso relata que a empresa já observa uma demanda mais expressiva na área de cargas industriais. Os negócios fechados neste início de ano têm se caracterizado por grandes lotes, com transportadoras de médio e grande portes efetivando seus investimentos em renovação de frota. Entre essas vendas mais expressivas estão os clientes 1500 Transportes, G10, Jolivan, Kothe, Tombini, Transmaroni e Transportes Cavalinho.

A fábrica está atualmente trabalhando em um turno, com produção diária em torno de 75 veículos. Cerca de 70% é exportado e 30% é absorvido pelo mercado interno.

Ônibus

Também no mercado de ônibus o desempenho da Scania no ano passado foi bastante positivo, com um crescimento de 80% nas vendas de urbanos e rodoviários, em comparação a 2016, com um total de 522 chassis.

Segundo Silvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil, a expectativa para este ano é de um crescimento de 10% nas vendas de ônibus rodoviários e manutenção dos níveis de 2017 no segmento de urbanos.

O executivo destaca os passos dados pela Scania em 2017, incluindo a apresentação de seu novo biarticulado para a cidade de Curitiba (PR), que está em fase de homologação. A previsão é iniciar a comercialização do modelo no segundo semestre deste ano para que ele comece a rodar em 2019.

Ele também reforça a tendência de maior demanda por ônibus rodoviários 8×2 com carrocerias de 15 metros para aumentar a rentabilidade da operação. No ano passado, a montadora ficou com 40% de participação no segmento de motorização traseira com motores acima de 300 cavalos e a expectativa é ganhar mais mercado este ano, calcula Munhoz.

Além disso, a Scania vem defendendo, nos últimos anos, a bandeira do ônibus a gás e Munhoz acredita que esta pode ser uma alternativa para o transporte público de São Paulo, cuja licitação está em fase de consulta pública, até 5 de março.

Em comparação a um ônibus a diesel, o urbano a biometano emite 85% menos gases contaminantes e até 70% menos ser for movido a GNV, além de reduzir a poluição sonora e o custo operacional por quilômetro rodado, em torno de 28%.

Serviços

A montadora sueca também inovou em seus programas de manutenção, com os Planos Flexíveis que propõem que a cobrança seja feita de acordo com a faixa de consumo de combustível. Lançado em outubro do ano passado, o sistema já conta com mais de 1.000 contratos fechados. Atualmente, cerca de 40% dos veículos Scania saem de fábrica com contrato de manutenção acertado e o objetivo da empresa é que os Planos Flexíveis cheguem a 50% desse total até o final de 2018.

No plano flexível a gestão é compartilhada entre a transportadora e a concessionária que acompanha, identifica e avisa o frotista sobre a necessidade de manutenção. Com informações recebidas por meio dos Serviços Conectados é possível saber o momento ideal para a parada preventiva, por exemplo, e o agendamento antecipado reduz em até 75% o tempo do caminhão parado na oficina. Além disso, a mensalidade é cobrada de acordo com a quilometragem, sem parcela fixa. Ou seja, se um caminhão ficar parado por um período ele não terá qualquer custo nesse intervalo de tempo. E a quilometragem passa a ser atrelada ao consumo de combustível, os veículos que consumirem menos diesel entram em uma faixa de menor demanda de manutenção preventiva e pagam tarifas reduzidas por quilômetro rodado. Esse sistema pode entregar uma redução de até 16% no custo de manutenção.

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