Ruas e avenidas não se expandem. Só nos resta a inteligência

mobilidade inteligente

São Paulo, a maior metrópole do País, continua com os seus 1.521 km2. No entanto, a população da cidade saltou de 5.115.856 habitantes em 1966, para cerca de 12 milhões em 2018. A população mais que dobrou neste período mas não chega perto do aumento de veículos que se registra ano a ano.

Segundo dados do Detran-SP, a frota de veículos no município cresceu 82% em 20 anos, saltando de 4,7 milhões de unidades em 1998 para 8,7 milhões até julho de 2018.

O cenário se repete pelo Brasil afora. Dados do Sindipeças mostram um aumento da frota nacional nos últimos anos: de 39,41 milhões em 2009 para 56,57 milhões em 2017 .

Com mais pessoas e mais veículos competindo pelo mesmo espaço, a tecnologia pode minimizar problemas, principalmente nos grandes centros, sob a batuta da conectividade e a internet-das-coisas.

Veículos, pessoas e sistemas podem fazer uso de redes de celulares para conversar entre si e com a infraestrutura – como trânsito em tempo real, semáforos, vagas de estacionamento e transporte público –, promovendo uma mudança de comportamento dos brasileiros quando se trata de se mover do ponto A para o ponto B.

O transporte público, aliás, implementa soluções cada vez mais inteligentes que vão desde aplicativos que facilitam a vida dos usuários até a introdução de ITS, com gerenciamento e monitoramento de frota e modernos Centros de Controles de Operações (CCO).

A tecnologia minimiza problemas, mas a realidade do asfalto é crua e a competição pelo espaço é selvagem. O transporte público de pessoas, um direito social garantido pela Constituição do país, é uma batalha travada diariamente por cidadãos e empresas. Todos os envolvidos querem melhorias para o sistema, mas é fato que poucos municípios têm planos constituídos de mobilidade urbana ou fixaram diretrizes para a implantação de um sistema avançado de transporte coletivo.

O transporte ideal, multimodal, com integração entre trem de superfície, metrô, BRT, corredores, ônibus em faixas seletivas de boa qualidade, compartilhamento de veículos e a mobilidade ativa – bicicleta e deslocamento a pé – pode sair do mundo das ideias e tornar-se um fato com o avanço da tecnologia, a integração de sistemas conectados e uma rede massiva. Tudo centrado no usuário, de forma inteligente.

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