Que tal receber uma encomenda expressa na barbearia?

Jadlog anunciou o lançamento do Pickup

Em um momento de dificuldades para os Correios, a Jadlog, empresa controlada pelo grupo internacional DPD, prepara uma série de ofensivas para conquistar uma fatia maior do mercado brasileiro de courier.

A estratégia passa pela extensão dos serviços de remessas expressas ao exterior e importação, ampliação da estrutura para entregas de encomendas e investimento em tecnologia para assegurar agilidade, transparência e eficiência no crescimento do e-commerce e da logística.

Na última Intermodal, a empresa anunciou o lançamento do Pickup, um serviço que disponibilizará 8.000 novos pontos de entregas no Brasil a clientes atendidos pela Jadlog. Baseado na experiência do DPD consagrada na Europa, participam dessa futura rede farmácias, barbearias, supermercados e outros pontos do varejo que servirão como locais para a retirada de encomendas expressas.

De acordo com Bruno Tortorello, CEO da Jadlog, o Pickup começa ao longo de 2018 com 2.000 pontos até atingir a meta proposta pela empresa. “Em geral, esse serviço é para quem não tem disponibilidade para receber entregas em casa e precisa de um ponto de apoio que facilite sua vida”, disse.

 

bruno tortorello, CEO da Jadlog

 

Segundo o executivo da empresa, a experiência internacional demonstra que cada ponto recebe um afluxo de 30 consumidores a mais por conta do serviço diariamente. “É uma mão de via dupla, além de o ponto comercial também receber uma remuneração.”

Os pontos são selecionados de acordo com o critério da empresa. Preferencialmente, eles são escolhidos para facilitar o acesso dos clientes da Jadlog em centros urbanos. Tortorello disse que novos interessados em formar essa rede Jadlog podem se credenciar pelo site da empresa.

Com essa iniciativa, a Jadlog também se prepara para o continuo crescimento do e-commerce no Brasil, país ainda onde o comércio virtual ainda está longe de atingir seu potencial em relação ao que já é experimentado em países mais desenvolvidos.

Em mais de dez anos atuando no mercado brasileiro de cargas expressas fracionadas, a rede de franquias da Jadlog já se coloca como uma das referências em serviços B2B e B2C. Sua estrutura aqui conta com 363 centros de distribuição, 105 hubs, 17 filiais, 2.500 veículos e 40 linhas de longa distância diária. No total, são 2.100 colaboradores diretos. No ano passado, a empresa realizou 10 milhões de entregas.

Para o jovem executivo, o que mais dificulta a expansão do e-commerce no Brasil é a falta de uma estrutura que garanta maior eficiência da logística reversa. “Na compra de roupas ou calçados, por exemplo, o cliente recebe duas ou mais peças e fica com a que lhe agradar, devolvendo facilmente o que não quer comprar”, diz.

Além do forte investimento em tecnologia feito dentro de casa pela Jadlog, a empresa quer garantir no Brasil o alinhamento a tendências internacionais com o lançamento de serviços como o de remessas internacionais.

Pesquisa realizada pelo DPD Group, feita em 21 países da Europa, junto a 24.870 consumidores virtuais que realizaram pelo menos uma compra pela internet em 2017, apontou tendência como o crescimento das compras em sites virtuais e a busca por mais facilidades para receber as encomendas. O mesmo movimento é verificado no Brasil – daí o lançamento do Pickup e de ampliação dos serviços de remessas internacionais e de importação de encomendas.

“À medida que os consumidores vão aderindo e conhecendo melhor o e-commerce, eles tendem a comprar mais produtos no exterior, mas também buscam se assegurar de que receberão o produto dentro do prazo estipulado”, disse Tortorello. “Além disso, o consumidor quer melhores serviços em termos de logística de entrega, além de fretes com preços menores.”

Presente em 154 países, o DPD tem a estrutura necessária para ampliar sua participação no mercado brasileiro, que movimenta mais de 70 milhões de remessas internacionais por ano. Deste mercado, os Correios detêm o predomínio.

A estratégia da Jadlog é atuar no serviço internacional porta a porta de remessas de até 30 quilos. Na exportação, o foco é atender pequenos e médios clientes, que desejam enviar documentos, encomendas, amostras e pequenas exportações, limitados legalmente no valor de US$ 10 mil.

Na importação, o serviço busca atender transporte de documentos, amostras e encomendas destinadas a pessoas físicas ou empresas, limitados legalmente ao valor de US$ 3 mil por cada remessa.

A Jadlog estabeleceu como prazo médio de 6 a 8 dias para a entrega no destino final em qualquer um dos 154 países atendidos. Em vez de cobrar por zona, a tarifa da empresa é estabelecida por país, tornando o valor do frete mais justo, segundo seu conceito.

Para se diferenciar da concorrência em remessas internacionais, a Jadlog fará a captação em 100% do território nacional; para regiões estratégias, ainda terá o “Same Day”, que é entrega no Brasil após a entrada da importação no país.

A Jadlog também desenvolveu uma plataforma online para facilitar o pagamento de impostos para os países europeus, que simplifica a operação nos países de destino. A plataforma exclui processos manuais ainda em prática no mercado. Em um futuro próximo, a empresa vai oferecer o serviço virtual para importações.

O Jadlog Web Shipping também permite ao cliente consultar online restrições impostos pelos países na exportação. A Jadlog conta com sua grande capilaridade para ampliar a sua base de usuários.

“Estamos presentes em todos pequenos e médios municípios brasileiros, o que nos dá uma cobertura além da concorrência”, afirma Tortorello.

Leniência

Tortorello afirmou que a iniciativa privada hoje presta serviços de qualidade e que poderia abocanhar um espaço maior no serviço de remessas expressas. No e-commerce, por exemplo, os Correios ainda dominam 50% do mercado. Em postagens, a estatal tem o monopólio.

“Por ser uma marca com mais de 300 anos, os Correios contam com uma certa leniência do consumidor. Quando uma correspondência atrasa, o consumidor releva, aceita por serem os Correios. Já, com a iniciativa privada, não temos a mesma benevolência. O consumidor não tolera atrasos, desvios, arranhando a reputação da empresa privada”, enfatiza Tortorello

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