O futuro chegou para a Mercedes-Benz do Brasil; Ele é simples e fácil de entender

O futuro chegou para a Mercedes-Benz

A palavra “FUTURO” foi a mais pronunciada pelos executivos da Mercedes-Benz na apresentação nesta semana da indústria 4.0, conceito que a montadora passa a empregar para produzir caminhões de todos os segmentos em sua fábrica de São Bernardo do Campo (ABC).

“Já estamos vivendo o futuro aqui na Mercedes-Benz”, enfatizou o presidente da montadora no Brasil, o alemão Phlipp Schiemer. “Com todos esses investimentos, a fábrica brasileira passa a ser a mais moderna do grupo Daimler no mundo”, enfatizou para os jornalistas brasileiros.

Quem teve oportunidade de andar pelo novo prédio construído pela montadora em seu complexo fabril no ABC, vai perceber que se o futuro já chegou, ele é complexo só na conceituação do 4.0, mas é simples e fácil de se entender quando se vê demonstrado na prática.

Guiados por sistemas de armazenamento em nuvens, todo o processo obedece a uma lógica mais clara, que deixa o trabalho dinâmico tanto para todos os envolvidos na operação, desde a administração até os metalúrgicos, que diminuem o contato manual e o tempo gasto com a montagem das peças.

Na linha, em vez de cabos de aços suspensos, carrinhos robotizados (ACVs) conduzem os chassis desde o início da montagem, passando pela colocação do motor e câmbio, encaixa da cabine e validação final do produto – tudo conduzido pela inteligência artificial, que ajuda os profissionais a evitarem erros e retrabalhos.

Claro, por trás de tudo isso, existem conceitos e processos de produção já amplamente testados e validados na indústria automobilística mundial. Mas parece ser essa a vantagem do conceito 4.0, que vai “amarrando” e melhorando tudo o que já foi feito com a ajuda de algoritmos.

Com maior eficiência e produtividade, a fábrica da Mercedes-Benz passa a ser a mais moderna do mundo do grupo Daimler. A empresa espera a visita de muitos executivos espalhados pelo globo no Brasil para acompanharem in loco os novos conceitos.

 

Fruto de um investimento de R$ 500 milhões nos últimos anos em que a matriz teve de bancar o capital face a queda do mercado interno que comprometeu os lucros da Mercedes-Benz no Brasil, a fábrica do ABC ressurge com força total.

 

A produção será toda conectada com Juiz de Forta e, em breve, plugada com toda a produção mundial da Daimler. Para isso, também serão investidos mais R$ 2,4 bilhões até o ciclo de 2022, com muitas novidades tecnológicas em termos de produto.

Desde já, o processo está tão dinâmico que a produção poderá ser acompanhada por um aplicativo no celular. Isso poderá facilitar a vida dos revendedores, que terão a oportunidade de fazer encomendas customizadas em tempo real.

De acordo com Carlos Santiago, vice-presidente de Operações da Mercedes-Benz do Brasil, ao remodelar toda a linha com o que há de mais moderno em termos de automação, conectividade em nuvem, inteligência artificial BIG Data e robotização, a empresa já conseguiu diminuir o tempo de produção de um caminhão, na média, de 100 horas para 85 horas.

Com a concentração da atividade, houve 20% de ganho logístico exemplificados com a redução de armazéns de peças de 53 para 6, aumento do percentual de entrega de peças diretas na linha de 20% e redução do armazenamento de componentes de 10 dias para 3 três dias.

Embora com a força de trabalho muito jovem na nova linha de produção, a Mercedes-Benz afirma que a tecnologia, por ora, não vai reduzir empregos. Pelo contrário, a empresa anunciou a contratação de 700 novos colaboradores (250 no em São Bernardo e 80 em Juiz de Fora só nesta última etapa) para incrementar o conceito 4.0 no ABC paulista.

Alguns treinados na Alemanha, os novos trabalhadores desta indústria terão de maior familiaridade com o mundo digital para entender dos novos conceitos tecnológicos. Processos e produtos inovadores inundarão o mercado em pouco tempo, em que a eletricidade, compartilhamento, autonomia e conectividade vão prevalecer.

Com uma mão de obra mais treinada e qualificada e investimentos na eficiência da produção, o Brasil conseguirá se manter na disputada da competitividade global. Com isso, a indústria consegue contornar as mazelas brasileiras e se manter no jogo.

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