Em crescimento de vendas, Scania lança nova geração com aposta firme na sustentabilidade

nova geração de caminhões Scania

Em um momento de virada, a nova geração de caminhões Scania chega para impulsionar ainda mais seus negócios de produtos e serviços dedicados. Após superar a crise que derrubou em 70% suas vendas internamente há três anos, a montadora atinge nove mil unidades vendidas no segmento de pesados e devolve ao Brasil o posto de maior mercado da Scania no mundo.

Assim, não haveria melhor hora para Scania começar a comercializar sua nova geração de cabines P, R e G, a estreante S e o pacote a XT- para aplicação fora de estrada. O desenvolvimento local consumiu R$ 2,6 bilhões em adaptações para atender os mercados brasileiro e latino-americano.

A fábrica de São Bernardo do Campo está sendo totalmente readequada para os novos processos de produção, com automação intensificada na linha de montagem. Com o fim do atual ciclo de produtos, os novos caminhões só serão entregues aos primeiros clientes a partir de fevereiro. O novo design externo é muito atraente e deve provocar inveja nas estradas.

Ainda nesta semana de apresentação de seus novos caminhões para a imprensa especializada do Brasil e toda a América Latina, a empresa já fechou 300 pedidos firmes em carteira. Este número só deverá crescer com a visita de potenciais clientes nos próximos dias à Base Aérea de Santos (Guarujá, litoral de SP) onde a montou uma grande estrutura para apresentar a nova geração de caminhões Scania, que também conta com motores mais avançados e mais econômicos.

Em um momento tão importante como o de um lançamento, não é de se estranhar a profusão de informações que a Scania preparou para apresentar aos jornalistas especializados, concessionários e clientes seus novos produtos, que chegam à América Latina com defasagem de dois anos em relação à Europa.

Mais do que nunca o foco da Scania está na eficiência do produto e na oferta de serviços de manutenção, assistência, consultoria, telemetria e financeiro. Longe se vai o tempo em que uma montadora e seus concessionários apenas indicavam caminhões ideais para cada tipo de aplicação. Com a profissionalização dos negócios, a montadora é obrigada a prover soluções que garantam sua própria sobrevivência e dos clientes.

Justamente, a palavra mágica SUS-TEN-TA-BI-LI-DA-DE é o maior mote deste evento da Scania em Santos. Não é ainda a sustentabilidade que chegará radical e definitivamente com a eletrificação, conectividade, compartilhamento e autonomia, mudando para sempre a forma de mobilidade como a conhecemos hoje, mas o princípio de uma nova era.

Num país como o Brasil, que vive de crises cíclicas, naturalmente o avanço se dará em descompasso com os Estados mais desenvolvidos, não só em razão da nossa pífia infraestrutura rodoviária mas, como também da falta de uma confiável cobertura de comunicação, essencial para a conectividade futura.

Por isso, a aposta da Scania em combustíveis alternativos, como o gás (natural ou metano), o biodiesel e o etanol, entre outros renováveis. Estudos da montadora mostram que o gás apresenta os mesmos índices de eficiência que o veículo elétrico, diminuindo em até 90% dos índices de carbonização.

Já é forte a procura pela solução do gás. Ainda no evento a Scania anunciou contrato com a Citrosuco para a primeira operação de transporte entre Ribeirão Preto e o Porto de Santos com caminhão a gás no mês de dezembro. A travessia da Serra do Mar é mais exigente para qualquer caminhão.

A economia de até 30% do gás em relação ao diesel, além da redução de emissão de poluentes, está aguçando a mente dos operadores brasileiros, que buscam de todas as formas reduzir os impactos dos custos variáveis e fixos de uma operação difícil como a dos transportes.

O que ainda vai impedir uma grande uma grande expansão de caminhões a gás por todo o país é a falta de infraestrutura de abastecimento, que deverá crescer nos próximos anos. A homologação ainda é vista como um outro problema, mas a Scania trabalha fortemente para vencer os entraves burocráticos e trazer grande benefício ao transporte brasileiro.

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