Mobilidade urbana: aplicativos promovem mudanças no comportamento dos brasileiros

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A tecnologia começa a comprovar a teoria de que “do caos advém a ordem” e a mobilidade urbana, principalmente nos grandes centros, começa a ser redesenhada sob a batuta de aplicativos que possibilitaram uma mudança de comportamento dos brasileiros quando se trata de se mover do ponto A para o ponto B.

Uma mistura de mobilidade flexível está se tornando comum à medida que os habitantes da cidade podem transitar mais livremente entre os diferentes modos de transporte.

A questão importante aqui é como eles podem chegar ao seu destino da maneira mais rápida e fácil possível e não quais os meios de transporte que eles usam.

Para discutir estas tendências a Alelo promoveu, na última semana, o debate “Mobilidade urbana e como as empresas estão se reinventando” no InovaBra Habitat, centro de inovação colaborativa do Bradesco.

Com compartilhamento, a Eletropaulo reduziu 100 veículos em sua frota e economizou 1,2 milhão de reais em gastos com táxis

O evento contou com a presença de importantes players do segmento, como Cabify, Lady Driver, Waze Carpool, Zazcar, Urbano Car Sharing e CittaMobi, além de empresas que já estão pensando em soluções para a mobilidade corporativa, como a Eletropaulo.

No encontro, as organizações compartilharam como estão enxergando o novo momento da mobilidade urbana do país e como a mudança de comportamento da população e as inovações tecnológicas devem ser vistas como grandes aliadas.

Algumas empresas já estão atentas à necessidade de mudar sua gestão de frotas para otimizar a mobilidade e oferecer soluções cada vez mais práticas e que facilitem o deslocamento de seus funcionários.

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Um exemplo é a Eletropaulo, que realizou um estudo sobre o comportamento dos colaboradores para desenvolver um aplicativo de carona. A pesquisa apontou que, dos 360 mil deslocamentos realizados pela companhia, 18% das corridas poderiam ser compartilhadas.

“Pretendemos disponibilizar aos funcionários opções com a melhor forma para se locomover de acordo com o dia, clima, distância e tempo de chegada por meio de uma integração de modais. Assim, conseguiremos oferecer uma experiência mais eficiente de deslocamento corporativo ao nosso público interno”, disse Eduardo Fagundes, Gerente de Serviços Compartilhados da Eletropaulo. Com ações como essa, a companhia já reduziu 100 veículos de sua frota e economizou R$ 1,2 milhão  em gastos com táxis.

Petrus Moreira, Superintendente de Frota e Mobilidade da Alelo, destacou algumas iniciativas que a companhia tem desenvolvido internamente para adotar a carona e o carro compartilhado como meios de locomoção entre seus colaboradores. “Mobilidade é nos deslocarmos ou não sairmos do lugar? A Alelo vem acompanhando de perto por meio de pesquisas e estudos as tendências do ramo e as mudanças de comportamento dos usuários. Buscar mais inovação, integração e tecnologia para fomentar a mobilidade urbana é um papel fundamental das empresas”, afirmou.

Oferta de novos serviços estimula a mudança de comportamento

Plataformas de carona têm crescido no mundo inteiro e no Brasil não foi diferente. Douglas Tokuno, Head do Waze Carpool, novo aplicativo de caronas do Waze, contou que a iniciativa foi lançada recentemente no país e tem como principal objetivo a diminuição do trânsito. “O aplicativo é um marketplace de caronas no qual conectamos pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto para diminuir a ocupação dos carros nas ruas. Aumentar a eficiência desse meio de transporte é capaz de propiciar um trânsito mais fluido e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse.

A CittaMobi conta com mais de 6 milhões de downloads no Brasil, cerca de 1,5 milhão de usuários ativos todos os meses e presença em mais de 80 cidades do Brasil

Para a cultura brasileira, este tipo de modal é um desafio por conta da segurança. Gustavo Gracitelli, CEO da Bynd, plataforma de caronas para organizações, afirmou que a carona ainda está associada a diversos paradigmas, preconceitos e problemas.

“É de fato um desafio trazer a carona para a cultura brasileira e para o dia a dia das pessoas, mas entendemos que o uso mais eficiente do carro traz benefícios mútuos para a cidade e para a população”. A Bynd já gerou mais de 25 mil caronas, 50 mil horas de networking entre funcionários de diversas empresas e mais de 1 milhão de pontos Livelo e Multiplus distribuídos para os usuários como uma campanha de engajamento, além da não emissão de 90 mil toneladas de CO2.

A tecnologia também está ganhando espaço no transporte público. A CittaMobi, aplicativo que traz mais facilidade para o cidadão ao informar o horário dos ônibus em tempo real e fornecer serviços de conveniência, é um exemplo de aderência dos novos apps : são mais de 6 milhões de downloads no Brasil, cerca de 1,5 milhão de usuários ativos todos os meses e presença em mais de 80 cidades do Brasil. “Somos um dos poucos aplicativos do mundo que traz informações dos ônibus para o cidadão, com transparência, tecnologia, e segurança”, comentou Marcelo Sakai, Head de Marketing do Cittamobi.

A onda de aplicativos de transporte e compartilhamento de carros

Hoje em dia os brasileiros já contam com diversos aplicativos de transporte individual e as empresas que oferecem este tipo de serviço têm um objetivo em comum: facilitar o deslocamento das pessoas. A Lady Driver, aplicativo de mobilidade urbana que conecta passageiras e motoristas mulheres, acredita no empoderamento feminino e foca seus serviços em passageiras mulheres. “São mais de 25 mil motoristas cadastradas na plataforma. Um quarto delas estava fora do mercado de trabalho e não conseguia se reinserir. Nós damos liberdade às motoristas de trabalhar quando quiserem, o horário que quiserem e com quem quiserem”, disse Bianca Saab, co-fundadora da Lady Driver.

Para Leonardo Martins, Head de Marketing da Cabify, é importante que o usuário usufrua melhor seu tempo, por isso a companhia investe em proporcionar uma experiência diferente para seus clientes. “Temos como missão fazer das cidades lugares melhores para vivermos. Fazemos isso através da mobilidade, entregando aos nossos usuários uma experiência superior”, explica.

O compartilhamento de carros também é uma modalidade que vem crescendo bastante no mercado brasileiro. A Zazcar trouxe o car sharing para o Brasil e já conta com mais de 130 carros espalhados pela cidade de São Paulo. O mote da empresa é explicar para as pessoas como se locomover de um jeito barato, seguro e divertido. “Nós acreditamos na mobilidade inteligente, que consiste em você saber usar qualquer tipo de transporte e ter uma experiência prazerosa, econômica e vantajosa. Temos investido em conhecer as pessoas e entregar valor a elas por meio de nosso serviço”, afirma Rafael Appugliese, CMO da Zazcar.

Outra empresa do segmento, a Urbano, já está desenhando seu plano de expansão na cidade de Campinas, em São Paulo, criando uma área verde e vagas específicas para carros compartilhados elétricos com o apoio de uma empresa de energia. A operação terá início em junho de 2019 com 50 carros elétricos, e, até o final do ano que vem, a expectativa é ter 200 carros na frota, tanto para a população quanto para o compartilhamento corporativo. “Precisamos acreditar na mudança da cultura brasileira, porque não temos como fugir ou escapar dessa tendência. Ela vai acontecer”, reitera Leonardo Domingos, CEO da Urbano.

Este foi o segundo debate promovido pela Alelo para tratar sobre mobilidade urbana no Brasil. A companhia estuda o setor e acompanha de perto essas mudanças para oferecer soluções que facilitem a mobilidade do trabalhador, como o recém lançado Alelo Mobilidade, primeiro produto do mercado que permite que o colaborador escolha como quer se deslocar.

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