Exportações recuam, mas mercado interno garante produção de três milhões de veículos este ano

produção de 3 milhões de veículos neste ano

Motivado por dias úteis a menos e incertezas em relação ao quadro eleitoral, tanto as vendas quanto a produção de autoveículos – carros, comerciais leves, caminhões e ônibus – sofrerem queda em setembro ante agosto.

Mas o lado positivo, destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, foram as vendas acima de 12 mil unidades diárias. Com isso, a entidade mantém sua aposta numa produção de 3 milhões de veículos neste ano.

O número poderia ser melhor, não fosse a diminuição das vendas ao exterior em razão da crise da Argentina, fazendo com que a entidade projete uma queda de 8,6% para o ano. 

De acordo a Anfavea, foram produzidas 231 mil unidades em setembro, queda de 23,5% em relação as 291 mil industrializadas no mês anterior.

No acumulado do ano entre janeiro e setembro, a produção registra uma alta de 10,5%, somando 2.194 milhões de veículos. Houve perda de ritmo em razão da queda de exportações para a Argentina, que passa por mais uma crise econômica.

As vendas totais caíram 14,2% em setembro quando comparado com agosto. Ante a setembro do ano passado, houve uma alta de 7,2%.

No acumulado do ano, as vendas crescem 14,1%, somando 1.846 milhão de unidades vendidas entre janeiro e setembro. Na variação dos últimos 12 meses, o crescimento também se mantém na mesma faixa dos 14%.

O presidente da Anfavea, Luiz Megale, afirmou que a indústria mantém uma trajetória ascendente, puxando toda a indústria.

Para ele, uma leve queda em setembro em razão de dias úteis a menos não desanima. O melhor sinal para ele de confiança são as vendas em setembro no patamar de 12 mil unidades pela primeira vez neste ano – nos bons tempos, a indústria rompeu a barreira das 15 mil unidades diária.

Prova de melhora do quadro econômico é o crescimento de 49,2% das vendas de caminhões ente janeiro e setembro, mesmo com uma leve interrupção do ciclo contínuo de altas em setembro.

No mês passado, houve uma queda de 11% quando comparado setembro a agosto. De 7.456, passou a 6.707. A maior queda aconteceu em pesados, com retração de 18,2% em setembro frente a agosto.

A Anfavea acredita que, tão logo passado o clima eleitoral, o país volte à normalidade com o retomada dos negócios e consequente aquecimento da economia.

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