Maplink cria tecnologia para dar eficiência à logística num futuro próximo

logística on-demand

Como possibilitar que o e-commerce possa entregar em poucas horas encomendas feitas no mesmo dia? Como fazer com que aplicativos de entrega de comida ou documento sejam mais eficientes, mais rápidos? E como combinar um carro que leve passageiro também possa realizar a entrega de encomendas?

Todos esses questionamentos não saem da cabeça de Frederico Hohagen, diretor-geral da Maplink, empresa que está investindo em pesquisa e tecnologia para enfrentar os desafios impostos pela nova economia à logística conhecida como on demand.

Frederico Hohagen, Maplink
Frederico Hohagen, diretor da Maplink

“Se a gente tiver a plataforma que faça com que a comida chegue mais rápido, o documento chegue mais rápido, o carro chegue mais cedo ou taxista consiga combinar o passageiro com outra coisa no porta-malas, ele vai ganhar mais dinheiro, a empresa que é dona vai ganhar mais dinheiro, toda a cadeia vai ganhar mais dinheiro”, sintetiza o jovem empresário.

Para encontrar a chave do negócio, a Maplink está partindo das plataformas que atualmente atendem a logística tradicional. Novos conceitos e tecnologias estão sendo agregadas para adaptá-las aos desafios impostos pelos novos tempos e crescentes necessidades humanas num futuro cada vez mais próximo.

No ano passado, Hohagen foi buscar na parceria com os franceses da Optilogistic a base do conhecimento para superar gargalos que surgem em razão das facilidades do mundo virtual. O objetivo é conseguir uma interconexão que garanta eficiência e aproveite toda a infraestrutura disponível.

Tomemos o exemplo da empresa da iFood, empresa que faz parte do mesmo grupo empresarial da Maplink. Quando surgiu há quatro anos, o aplicativo tinha a função de apenas ligar um restaurante a uma pessoa que queria comer. Começou com 30 mil entregas mês. Hoje faz três milhões por mês.

Essa proporção só tende a crescer porque ainda é mínima a porcentagem de brasileiros que compram refeição por aplicativo. Se não houver um sistema que organize uma escala muito maior que a atual, o que era sonho pode virar um pesadelo. Para evitar este estrangulamento, a Maplink usa toda a sua expertise no Brasil e na Europa para desenvolver tecnologia.

 

“Quem é atendido por aplicativo não volta mais para o telefone”, afirma Alejandro Singer, diretor de logística da Maplink. “Nós queremos estar preparados para ofertar a tecnologia no momento em que isso tomar grandes proporções. Se não houver essa tecnologia, o sonho não se realiza.”

 

Alejandro Singer, diretor de logística da Maplink
Alejandro Singer, diretor de logística da Maplink

Para a Maplink, nesse novo mundo de escalas gigantes entram conceitos completamente diferentes de empresas da logística tradicional, que roteirizam suas entregas com antecedência de um ou dois dias. “Na hora em que você entra com a questão de on demand, o tempo inteiro esta roteirização está sendo feita ou refeita, a capacidade de veículos e pessoas checadas instantaneamente”, afirma Fred.

São Paulo tem 240 mil motoboys cadastrados oficialmente. Imagina se um dia as empresas de delivery de comida tiverem de realizar mais de um milhão de entregas em curto espaço de tempo. “Nem se usarem todos os motoboys cadastrados vão conseguir atender aos pedidos”, raciocina Fred.

“Nosso propósito de negócio é ter plataforma que vai organizar tudo isso. O ponto é: no dia que tiver um milhão de pedidos de comida, de documentos ou qualquer outra coisa acontecendo na cidade de São Paulo, alguém precisa ter a tecnologia que faça isso acontecer de maneira eficiente”, vislumbra.

Para Fred, hoje a estrutura é suficiente. “O que a gente está fazendo agora é se preparar para ter a oferta pronta para quando não for possível”, diz. “Hoje, o iFood precisa da nossa tecnologia hoje para sobreviver? Não. O que a gente precisa fazer é ter a plataforma pronta para que essas empresas todas que estão sendo bem-sucedidas sejam mais ainda bem-sucedidas num futuro próximo quando as escalas tomarão proporções bem maiores”, adianta.

De acordo com ele, o ponto central na logística on demand é o compartilhamento dos ativos. “O mesmo carro que está transportando o Fred da casa dele até o escritório, pode ter no porta-malas uma encomenda para ser entregue”, diz. “Antes de sair de casa, esse motorista passa num centro de distribuição e, ao pegar um passageiro, combina a rota da corrida e da entrega. Com isso, todos saem ganhando com diminuição de custos, geração de receita e otimização dos ativos”, pensa.

A Maplink está numa fase de testes dessas plataformas tecnológicas com equipes de desenvolvimentos na Europa e América do Sul. “Ninguém ainda conseguiu dominar e tomar posse desse mercado porque ele é um mercado muito novo”, assegura Fred.

Equipes da Maplink estão participando de conferências fora do Brasil onde esse assunto está um pouco mais avançado. “A gente está se preparando para trazer essa oferta para o mercado nacional assim que o mercado estiver pronto para comprar”, adiantou. “Este é um caminho sem volta. Por isso, estamos investindo.”

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