Iveco Daily Life abre campo de trabalho para motoristas com mobilidade reduzida

daily life

Até onde as inovações tecnológicas de um veículo podem mudar a vida de uma pessoa? A Iveco Bus deu a primeira resposta para essa pergunta ao lançar ontem (07/11) o veículo conceito Daily Life, uma van equipada com dispositivos de acessibilidade para o motorista o que significa a criação de um novo campo de trabalho para pessoas com deficiências de mobilidade.

É um novo patamar na política de inclusão e acessibilidade praticada pela empresa que já tem os modelos Daily Elevittá – uma van com sistema de elevador que acomoda até três cadeirantes – e o SoulClass – um micro-ônibus com dispositivo de poltrona móvel (DPM) – especialmente preparados para atender ao embarque e desembarque de passageiros com mobilidade reduzida.

Agora, a acessibilidade estendeu-se para o profissional de transporte, abrindo um novo nicho no mercado de trabalho para pessoas com limitação de movimentos, engajado na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146).

O Daily Life manteve a base da linha Daily Minibus, mas incorporou uma poltrona móvel para embarque e desembarque do motorista e dispositivos para a condução do veículo, como o acelerador controlado por um aro na direção, o botão que aciona a embreagem e a alavanca do freio ao alcance das mãos. Internamente acomoda 18 passageiros e até três pessoas com mobilidade reduzida, além do motorista que também pode ser cadeirante.

A poltrona móvel, que se desloca do cockpit do motorista para o lado de fora e baixa para buscá-lo no nível da calçada, foi desenvolvida pela empresa Elevittá e os dispositivos auxiliares de condução foram projetados pela Kivi Brasil, filial da italiana Kivi Srl. O produto mira o mercado nacional e outros da América Latina.

Segundo Gustavo Serizawa, gerente de marketing da Iveco Bus, faltam alguns aperfeiçoamentos a serem feitos no veículo conceito, como a decisão de como e onde será guardada a cadeira de rodas do motorista depois de embarcado, mas ele acredita que no próximo ano a Iveco já poderá iniciar a produção comercial do Daily Life na fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Uma das possibilidades em estudo é um sistema de catracas que buscam a cadeira no solo e a suspendem para acomodá-la em um compartimento no teto do veículo.

“Esse é um veículo que qualquer um pode dirigir. Um conjunto confiável, que proporciona rentabilidade ao operador, e componentes que promovem inclusão de passageiros e motoristas, essa é a receita para nos posicionarmos entre os principais players do setor no país”, diz Serizawa.

Para executar as adaptações, o operador do ônibus deverá ter um custo adicional de 20 a 30%, em média, sobre o valor do Daily Elevittá – hoje em torno de R$ 170 mil –, dependendo do nível de intervenções necessárias para o condutor. De acordo com Serizawa, o modelo Elevittá já representa hoje perto de 20% da produção total da linha Daily.

Humberto Spinetti, diretor de negócios da Iveco Bus para a América Latina ressalta que assim como o passageiro com mobilidade reduzida conquistou o direito de utilizar o mesmo transporte que as outras pessoas, o mesmo deve se aplicar ao motorista que possui limitação de locomoção e busca uma oportunidade de trabalho.

O novo veículo foi apresentado durante a segunda edição da Iveco Bus Experience, que este ano adotou o tema “Próxima parada 2030 – o futuro já começou”. O evento reuniu órgãos gestores do transporte público, representantes de encarroçadoras de ônibus e alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em um workshop que gerou diversos trabalhos e sugestões que foram colocados em uma cápsula do tempo que será aberta somente em 2030.

Para Sylvain Blaise, presidente mundial da Iveco Bus, o objetivo é levantar como o transporte se comportará no futuro, de maneira sustentável, melhorando as condições de mobilidade. Ele destacou também o empenho da empresa em fazer os veículos da marca operarem de maneira mais eficiente, com melhor custo-benefício para os operadores.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta