Inovar Auto é um sucesso, avalia AEA

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Taxado por alguns setores de protecionista, o Inovar Auto conseguiu resultados “fantásticos”. Durante os últimos cinco anos em que o plano estratégico foi aplicado, o carro nacional melhorou em 15.4% a eficiência energética em motores a gasolina e flex.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Edson Orikassa, o feito alcançado pelo Inovar Auto quase não encontra paralelo no mundo, além de ter incentivado investimentos em novas fábricas, tecnologias e aumento da capacidade instalada.

“Não há informação de países que tenham alcançado tamanho resultado”, diz Orikassa. “Obter média de 2.4 percentuais ao ano de eficiência energética da frota nacional é um avanço a ser comemorado, pois passamos a ter carros mais competitivos”.

Quando aplicado em 2012, a meta do Inova Auto era conseguir uma eficiência de 12% no período de cinco anos.

O Inovar Auto introduziu o Brasil na corrida global pela eficiência energética. As bases foram estabelecidas pelo governo em discussão com a indústria automobilística e entidades, como a AEA, que é vista como neutra.

Motores menores, mais fortes e muito menos gastões, novos sistemas eletrônicos e componentes, como pneus “verdes”, são algumas das soluções que permitem a indústria nacional fabricar carros mais econômicos.

Para alcançar melhores resultados e ampliar a capacidade instalada, a indústria investiu nos últimos cinco anos R$ 85 bilhões. Também foram criadas novas fábricas, já que o Inovar Auto criava barreiras aos importados com a elevação do IPI em 30%.

Aí residem as maiores críticas ao Inovar Auto lançado no governo da presidente Dilma Rousseff. Além de ter dificultado a competitividade com veículos internacionais, o protecionismo gerou penalidades ao Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Muitas empresas se instalaram no Brasil, mas com baixo volumes que não justificavam a produção local.

Empresas como a chinesa Chery, por exemplo, foram penalizadas pois chegaram com produtos pensados para um perfil de consumidor que saiu do mercado com a crise que derrubou os Produto Interno do Brasil (PIB) em mais de 12% nos últimos três anos.

Com o final do Inovar Auto, caem os 30% pontos percentuais de IPI aplicado aos importados que não tinham instalação local.

Qualquer importador poderá trazer os volumes que pretender, desde que encontre um mercado em recuperação econômica.

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