Nos próximos 5 anos, carros nacionais terão que melhorar em pelo menos 12% eficiência energética

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O presidente Michel Temer vai assinar uma Medida Provisória nos próximos dias estabelecendo as normas para o programa nacional Rota 2030.

Em três ciclos de cinco anos, até 2032, o plano estratégico nacional busca estabelecer as bases para o avanço da tecnologia em toda a indústria nacional.

Para o setor automobilístico, a meta é aumentar a eficiência energia, emissões, segurança, manufatura e a produtividade em busca de maior competitividade do veículo nacional.

Uma das metas mais importantes é a eficiência energética, que já avançou nos últimos cinco anos, segundo avaliação da Associação Brasileira da Engenharia Automotiva (AEA).

Com o Rota 2030, o objetivo é avançar em 12% os números na eficiência de energia até 2022, cujo padrão de medida no Brasil é megajoule por quilômetro (MJ/KM).
Para a etiquetagem veicular, o Inovar Auto chegou a um grau de eficiência de 1,82 MI/km. Para os próximos cinco anos, a meta é 1,62 MI/KM.

“Tem que ser uma meta realista, que não crie dificuldades nem facilidades”, afirma Edson Orikassa, presidente da AEA, uma entidade neutra que é consultora do governo.

Quanto mais perto de zero, mais eficiente é o carro em termos de energia e emissões. O carro elétrico é muito mais eficiente, pois não emite nada.

Mas nem todos países produzem limpamente a eletricidade. Por isso, tem de se avaliar todo o ciclo de produção. Nesse sentido, o nosso carro a álcool tem um ciclo eficiente.

Por isso, continuar investindo na melhoria do motor a combustão flex é uma saída muito inteligente para o avanço da indústria nacional, que também vai se aproveitar da eletricidade e híbridos.

Para não perder a corrida pelo avanço tecnológico mundial, o governo e entidades querem criar condições locais para o desenvolvimento e pesquisa da indústria automobilística, que tem seus centro de pesquisa fora do País.

“Além de criar uma base de conhecimento que se irradia para todos os campos da indústria, as soluções locais são mais baratas e eficientes”, afirma o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Massarani.

Para o professor, a pesquisa e o desenvolvimento local beneficiam as montadoras e autopeças, criam maiores vantagens para o aumento do lucro e o faturamento.

Com o Rota 2030, também será criado um fundo para financiar pesquisa para o desenvolvimento indústria e tecnológico brasileiro.

Se o Inovar Auto introduziu o Brasil na corrida global da eficiência energética, a AEA avalia que o Rota 2030 levará à previsibilidade (em três ciclos de cinco anos) e à competitividade – por meio de investimento em capacitação de tecnologia local.

O Rota 2030 engloba como estratégia, a eficiência energética (incluindo pesados), incentivo aos biocombustíveis, planejamento para carros híbridos e elétricos, além do fortalecimento da cadeia de autopeças.

As áreas estratégicas são a manufatura, a conectividade e a mobilidade, além criar bases para novas tecnologias de propulsão, com o desenvolvimento do ferramental, moldes.

Também haverá incremento dos investimentos em nanotecnologia, big data, data analytcs e inteligência artificial.

As condições melhoram conforme o andamento do mercado nacional. A crise dos últimos cinco anos jogou um balde água fria na indústria, embora os investimentos não tenham parado.
Mas um mercado que perde quase dois milhões de unidades e tem 45% de ociosidade só volta a sonhar mais alto quando as vendas retomarem seu rumo.

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