Hyperloop de Elon Musk, para o transporte de carga, pode se tornar realidade no Brasil

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Um super trem que flutua sobre trilhos com levitação magnética, viajando por um tubo despressurizado a mais de 1.200 quilômetros por hora –  isto equivale a percorrer a distância entre São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, em apenas 30 minutos –, esta é a proposta do Hyperloop que poderá ser implantando no país.

Segundo Rodrigo Sá, Global Head of Business da Hyperloop Transportation Technologies, empresa que está desenvolvendo o super trem flutuante, a companhia pretende investir no transporte de cargas, um dos gargalos do país.

 

De acordo com Sá, que apresentou o painel “Hyperloop: o futuro da mobilidade” durante a 16° Conferência Anpei, realizada esta semana em Belo Horizonte, 43% dos acidentes que acontecem nas estradas brasileiras são com transporte de carga e o país perde US$ 1,6 bilhões de dólares por ano com roubos.

“Estamos avaliando montar um Centro de P&D focado em carga no Brasil ou na Índia – estamos negociando com os governos e devemos ter uma resposta até o fim do ano”, informou.

Concebido originalmente por Elon Musk, CEO da Tesla, que arquitetou os detalhes técnicos do sistema de transporte, mas deixou para as empresas comerciais  tornarem sua visão uma realidade, o Hyperloop é uma solução composta por cápsulas que se movimentam sem atrito e em alta velocidade, por levitação passiva magnética, dentro de um tubo.

A proposta é que elas substituam os trens de alta velocidade, cujo uso exige a eletrificação de todo o trilho, resultando em altos custos com energia e manutenção.

Na comparação com os trens tradicionais, segundo Sá, a vantagem é que as cápsulas são capazes de transportar um volume maior de pessoas ou carga, em muito menos tempo e com um consumo bem menor de energia.

“Quando ela começa a andar, e chega a cerca de 20 Km por hora, ela levita e não gasta praticamente nada de energia”, explicou o executivo, complementando que toda a energia utilizada será gerada a partir de placas solares instaladas na superfície do tubo, o que pode inclusive gerar excedente e recursos.

 

O modelo de como o projeto funcionaria foi colocado no papel por Elon Musk – da Tesla e SpaceX – em 2013. A ideia está sendo posta em prática a partir do crowdsourcing, com pessoas do mundo inteiro – dentre as quais cientistas e engenheiros da Nasa, SpaceX, Boeing e MIT – oferecendo suas horas de trabalho em troca de ações na empresa. Atualmente, a companhia conta com 820 colaboradores.

De acordo com Sá, a implantação do Hyperloop custa 1/3 dos valores investidos na construção de um trem de alta velocidade e o dispêndio com manutenção é bem menor. Além disso, como o sistema gera energia excedente que pode ser comercializada, o valor investido pode ser recuperado de 20 a 25 anos.  “Estamos vendo uma nova indústria nascer do zero e isso é incrível, é uma oportunidade sem precedentes. É normal que alguns não acreditem, mas sempre foi assim na história. Nós acreditamos e está acontecendo”.

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