Híbridos e elétricos batem recorde de venda no Brasil

carros elétricos e híbridos no Brasil

Carros elétricos e híbridos já venderam no primeiro semestre de 2017 mais que o registrado em todo o ano passado. De acordo com levantamento da Associação Nacional dos  Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram comercializados entre janeiro e junho 1.184 veículos com novas tecnologias ante a 1.091 unidades em todo o ano passado.

“Os dados mostram um avanço significativo, apontando uma tendência”, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale. “Mas também mostra que exista a necessidade de uma discussão da sociedade com o governo para a criação de uma nova legislação e tributação que contemplem e incentivem cada vez mais o uso de novas tecnologias em nosso mercado, preparando o país para uma nova realidade.”

Fusion Hybrid: combinado com motor à combustão, o motor elétrico é recarregado automaticamente, dispensando ponto externo de energia para recarga

Diante de uma indústria que neste ano deverá vender cerca de 2,3 milhões de veículos, o volume realmente ainda é muito baixo de carros elétricos e híbridos. Parte da explicação está no preço de um modelo elétrico ou híbrido, que chegam a custar até o dobro do que um veículo similar a combustão.

Mas, diante do que acontece nos mercados mais desenvolvidos, não há como não comemorar os números apresentados pela Anfavea no mercado brasileiro, que um dos maiores do mundo – apesar da crise – e certamente não pode ficar de fora da onda inovadora que vai criar uma nova geração de veículos em pouco tempo.

Como as tecnologias híbridas e elétricas não são desenvolvidas aqui, os veículos emplacados no mercado nacional são, na grande maioria, importados, também despertando as nossas autoridades para o fato de o Brasil começar a incentivar e apoiar mais a pesquisa para o desenvolvimento de conteúdo local.

 

Toyota Prius, um dos modelos de híbridos comercializados no Brasil

Não é por acaso que os engenheiros automotivos preveem para um futuro próximo o fim do carro comum. Como o assunto está na ordem do dia, a  Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE-Brasil) realizará  neste segundo semestre um seminário para discutir como as tecnologias do carro vão evoluir daqui por diante.

No lugar do carro comum, que hoje só serve para o transporte, haverá um veículo conectado, com propulsão limpa, que aceite comando de voz ou até por onda cerebral, entre outras novas utilidades. A autonomia também deixará o prazer de aceleração em segundo plano já que as pessoas poderão aproveitar seu tempo com outras ocupações enquanto se deslocam de um ponto ao outro.

A SAE também vai discutir o problema da infraestrutura brasileira, o que dificulta a comunicação do carro com a via – próxima onda da inovação no mundo automobilístico.

Mas, no Brasil, os problemas só serão resolvidos ou amenizados conforme avançam as novas tecnologias. Os engenheiros dão por certo que o exercício de futurismo de hoje será muito comum em poucos anos.

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