A grande infraestrutura da Magneti Marelli no desenvolvimento da conectividade

conectividade

Com o mercado retraído em razão da crise econômica, não faz sentido ter no Brasil uma base para desenvolver tecnologia ligada à conectividade dos veículos – a baixa escala justifica a estratégia. Pelo menos essa é a visão da Magneti Marelli, uma das grandes multinacionais envolvidas na criação de produtos que vem equipando e novos modelos e que cada vez mais vão fazer parte dos veículos do futuro.

 

“Esse tipo de tecnologia exige muito investimento em engenharia, máquinas, e pessoas”, define o diretor da unidade de Sistema Eletrônicos da Magneti Marelli, Luca Magnotta. “O desenvolvimento no Brasil só faria sentido no caso de os volumes serem significativos”, diz. “Sem isso não há viabilidade para o negócio.”

 

Desse modo, a empresa de origem italiana importa os equipamentos utilizados em veículos vendidos em carros produzidos no Brasil aproveitando a expertise desenvolvida em mercados mais maduros e com a utilização de linhas de produção já existentes. Atualmente, supera a casa de 35% o número veículos vendidos nacionalmente com algum item visando ampliar a conectividade – tecnologia mais presente nos modelos topo de gama.

Por outro lado, acredita o executivo da Marelli, existe uma tendência de que haja um forte desenvolvimento local de provedores de serviços e aplicativos para smartphones. “A Magneti Marelli está apta a trabalhar nas duas situações, inclusive com time nacional de pesquisa e desenvolvimento”, reforça.

Mesmo com a retração dos volumes de vendas, Magnotta afirma que a conectividade – uma das vertentes que vão resultar na autonomia dos veículos – vem aumentando no mercado brasileiro – mesmo que não no ritmo dos países mais desenvolvidos. “Isso será uma constante nos próximos anos, falar sobre o connected car”, assegura.

Como as pessoas no mundo atual querem estar conectadas quase que 24 horas por dia, inclusive no trânsito, dirigindo ou não, a conectividade nos veículos passa a ter um papel fundamental, demandando sistemas que permitam que as pessoas continuem conectadas.

Essa necessidade possibilita a incorporação de uma infinidade de novas funções auxiliares ao veículo, como navegação, dirigibilidade, segurança, diagnose remota, entretenimento online, comunicação do veículo com outros veículos etc… “Para construir um módulo de conectividade precisamos entender quais serviços serão adicionados ao veículo”, diz o executivo.

Segundo a Marelli, a conectividade se dá através de um módulo chamado na empresa de  Infotainment (informação + entretenimento), que contém um display LCD a LED sensível ao toque, similar a tablets e smartphones. Esse módulo, de elevadíssimo conteúdo tecnológico, geralmente é composto por uma caixa blindada, alguns conectores que gerenciam as entradas e saídas de dados, uma ou mais placas de circuito eletrônico com centenas de componentes eletrônicos, ou seja, um computador de alto desempenho.

De acordo com Magnota, a área de conectividade exige constante pesquisa e desenvolvimento. Por isso, a Magneti Marelli investe continuamente nesse segmento, inovando com soluções que ampliam o processo de interatividade entre o carro, o motorista, os passageiros e o mundo que os cerca.

Dentro desse processo, na Magneti Marelli existem subdivisões por áreas específicas como HW (hardware), SW (software), Thermal (sistema térmico), Display (tela), Mecânica e Testes. A área de SW, devido à complexidade, é subdividida em Network&Diagnose, Áudio, Gráficos HMI, Conectividade, Aplicativos, SW Update e Cyber Security.

Suportado pelas outras áreas, esse complexo time é coordenado e gerido por um gerente de projetos, que tem como objetivo entregar um produto que atenda aos requisitos do cliente do ponto de vista de qualidade, prazo e custos. Desde o início do projeto até a produção, a empresa tem um longo processo interno.

É assim que a multinacional italiana já equipa uma infinidade de modelos no Brasil para aumentar a conectividade dos veículos nacionais no dia a dia.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta