Economia compartilhada impulsiona a locação de veículos

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Os meios como as pessoas se locomovem pelas grandes cidades evidenciam uma mudança, não só de comportamento, mas principalmente, de mentalidade.

Locomover-se do ponto A ao ponto B se tornou uma mistura de mobilidade flexível que está se tornando comum e a grande paixão do brasileiro pelo veículo próprio, se ainda não foi abalada, pelos menos não é o principal objeto de desejo entre os integrantes das novas gerações.

O menor uso de carros pelas novas gerações tem sido atribuído a vários fatores, incluindo custos crescentes de seguro de carro, declínio na renda disponível, preocupações ambientais e pessoas esperando mais tempo para ter filhos, o que significa que um carro não é visto como uma necessidade de momento. Além disso, possuir e usar regularmente um carro em cidades congestionadas pode parecer impraticável.

É essa geração que tem optado por outros meios de deslocamento que fazem parte do conceito de economia compartilhada. Preferem andar a pé, usar o transporte público, chamar um carro por aplicativo para deslocamentos habituais do dia a dia. Nos fins de semana ou quando precisam ir a vários lugares no mesmo dia alugam um veículo.

Segundo a Rentcars.com, uma plataforma de aluguel de carros online, o número de reservas cresceu cerca de 30% em 2018 em relação ao ano anterior.

No entanto, ao mesmo tempo que a demanda cresce, o locatário tem passado menos dias em posse do veículo em algumas regiões relevantes do país. Em São Paulo, por exemplo, a média de diárias diminuiu em 13,3%, assim como no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife que também apresentaram queda nessa taxa com 6,6%, 5,8% e 1,2%, respectivamente.

“Esses dados mostram que nos grandes centros, onde a economia compartilhada é uma realidade, o consumidor tem adotado a prática frequente de alugar carros. A locação de veículos tem se tornado uma opção cada vez mais viável aos finais de semana para quem não possui um automóvel e utiliza aplicativos de mobilidade durante a semana, evitando uma série de despesas com impostos, manutenções e combustível”, explica Francisco Millarch, CEO da Rentcars.com.  

A economia compartilhada tem impactado diretamente mercados como o de locação de veículos e o setor automotivo. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), no ano passado, as locadoras compraram 19,04% do total de automóveis e comerciais leves vendidos no território nacional, sendo responsáveis pelo emplacamento de mais de 412 mil deles. Até então, o maior registro do setor havia sido em 2017, com 16,56% do total.

Um estudo realizado pelo site de descontos Cuponation, da empresa alemã Global Savings Group, revela que alugar carro pode sair até 2,5 vezes mais barato do que utilizar carros de aplicativos. O levantamento calculou a partir de quantos quilômetros vale a pena alugar um carro ou chamar um veículo pelo Uber. O custo do aluguel inclui o gasto médio com locação e gasolina.

Para distâncias inferiores a 30 quilômetros em um dia, o UberX é a melhor opção, mas para percursos mais longos, alugar um carro se torna mais vantajoso. Entre automóveis de nível intermediário e Uber Select, compensa locar um automóvel a partir de 40 quilômetros. E ao comparar veículos mais luxuosos com o Uber Black, vale a pena alugar carro a partir de 62 quilômetros.

“As empresas tiveram que se adequar à mudança de perfil do consumidor que está cada vez mais informado e exigente. Plataformas como a Rentcars.com, que permitem que o consumidor alugue e compare os preços e opções de veículos de diferentes locadoras em um só ambiente, facilitam a vida de quem procura um carro para uso complementar nessa nova forma de mobilidade e são essenciais para consolidar essa mudança de comportamento”, finaliza o executivo.

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