DSV Brasil, depois de comprar a Panalpina, traça planos para 2020

DSV Panalpina

Depois da aquisição da suíça Panalpina, operação finalizada em agosto do ano passado, a DSV Global Transport & Logístics prepara agora a consolidação e a integração das companhias.

A fusão das empresas, fruto de um investimento de US $ 5,4 bilhões, criou a quarta maior fornecedora de soluções logísticas do mundo, atrás apenas de DHL, Kühne & Nagel e DB Schenker.

Especificamente no Brasil, a DSV teve um ganho considerável em competitividade como resultado imediato da fusão. A empresa dinamarquesa, que operava com mais vigor nos serviços de frete aéreo e marítimo, passa agora a atender também o transporte rodoviário, armazenagem e distribuição.

Marcelo Caio, presidente da DSV Panalpina

De acordo com o presidente da DSV Brasil, Marcelo Caio Bartolini D’Arco, a expectativa da empresa é de um crescimento no faturamento de 2020 da ordem de 8%, muito em função do transporte rodoviário, denominado DSV Road e dos serviços de armazenagem e distribuição e logística em geral (DSV Solutions), que têm previsões de crescerem no período 20% e 12% respectivamente.

Marcelo ressalta que a DSV possui cerca de 500 transportadoras em sua base, sendo 100 delas regulares e que a empresa não pretende investir em equipamentos ou frotas próprias.

Com o reaquecimento da economia nacional e uma expectativa de crescimento de 2,5% do PIB para 2020, a DSV aposta em sua expansão para outras regiões do Brasil, especificamente Norte e Nordeste onde, segundo Marcelo, a empresa deve adotar uma postura mais proativa no desenvolvimento de novos negócios. O executivo acredita que a região tem potencial para gerar até 10% do faturamento da empresa.

Para o executivo, a fusão foi vista com bons olhos pelos clientes já que possibilitou a combinação das expertises de ambas empresas no País. “Ganhamos mais musculatura em termos de estrutura de tecnologia de informação e, com isso, poderemos oferecer soluções mais modernas, seguras e ágeis aos nossos clientes”, enfatiza Marcelo.

No Brasil, a DSV atende os segmentos automotivo, high-tech, healthcare, energia renovável, aeroespacial, petróleo e gás, consumo e varejo e industrial. Os setores automotivo (22%), high tech (18%) e healthcare (15%) são os principais faturamentos da empresa no país.

Em termos globais, a operação brasileira da DSV figura entre as 20 maiores da companhia e o executivo da DSV Brasil tem como meta colocar a operação sob seu comando entre os 10 principais faturamentos da multinacional dinamarquesa até 2022.

Antes da aquisição da Panalpina, a DSV fez um proposta no valor de US $ 1,7 bilhões pela também suíça Ceva Logistics, mas a oferta foi rejeitada. A empresa dinamarquesa afirmou na ocasião que iria em busca de novas oportunidades. 

A DSV

Presente em mais de 90 países, com cerca de 1.500 unidades ao redor do mundo e 60 mil colaboradores, a DSV Global Transport & Logistica, nasceu em 1976, na cidade de Skuldelev, na Dinamarca. Dez transportadores independentes uniram forças e fundaram a DSV – De Sammensluttede Vognmænd (Algo como “As empresas de caminhões unidas”).

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