DHL cria linhas de montagem de kits para diversas cadeias de suprimentos

Pesquisas de consumo apontam que, em momentos de dificuldades econômicas, promoções do tipo leve 3 e pague 2 têm fortes impactos, ajudando aumentar a rotatividade das gôndolas. De olho nessa oportunidade, a DHL inaugura no Brasil seu primeiro centro multicliente de packaging para montagem de kits para várias cadeias de suprimentos, de produtos de beleza a autopeças.

A iniciativa faz parte da logística pura, que cada vez mais cria soluções para deixar os clientes apenas concentrados em seu foco de atuação. A DHL levou jornalistas especializados para conhecer a nova linha de montagem dos kits, criada em uma área dentro de seu grande armazém localizado às margens do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica (Guarulhos). O complexo da multinacional alemã tem 3,8 mil metros quadrados, infraestrutura capaz de suportar 2,5 mil posições de paletes.

Packaging pode ser entendido como embalamento secundário. Imagine que uma empresa venda xampu e condicionador. Mas ela quer adicionar um terceiro produto, que pode ser um creme qualquer para cabelos. Para facilitar a vida desse cliente, a DHL vai até o contratante, retira o produto e faz a montagem dos kits.

Mas, antes disso, ela desenvolveu um complexo projeto, que leva em conta, por exemplo, a dimensão das embalagens, sua interação com o consumidor, o armazenamento e a distribuição. Tudo com ajuda de impressoras, computadores, robôs e mão de obra treinada e especializada para reduzir custos em todas as fases, até a que envolve o carregamento dos caminhões com o maior rendimento das posições dos paletes.

A DHL começou este novo projeto agora em maio com sete linhas de produção com capacidade para montar até 3 milhões de kits por mês, com flexibilidade para expansão no curto prazo. A empresa criou ambientes já pensados para atender clientes que necessitam de refrigeração especial, como no caso de medicamentos.

A parte fiscal também foi elaborada para atender todas as exigências da complexa carga tributária brasileira, que entende um kit de como um novo produto, necessitando de uma tributação à parte.

 Maurício Almeida, diretor de operações da DHL Supply Chain Brasil
“Nossa iniciativa faz parte da estratégia da DHL de oferecer serviços com maior valor agregado e que potencializem as cadeias de suprimento, auxiliando nossos clientes a superar os desafios do cenário econômico”, afirma Maurício Almeida, diretor de operações da DHL Supply Chain Brasil.

De acordo com Almeida, o centro de packaging viabiliza a produção de kits de baixo e médio volume a custos competitivos com ganhos de escala por meio da combinação de diferentes clientes e segmentos, além da produtividade e eficiência no transporte e armazenagem. “O consumidor brasileiro aprecia esta estratégia promocional, que tem sido ainda mais utilizada nos últimos dois anos”, reforça Almeida.

O diretor da DHL diz que, em alguns casos, os kits são uma espécie de fase intermediária de processos de produção mais complexos, como no caso da indústria automobilística, ou ainda estratégias de relacionamento – como composição de uniformes para o pessoal de bordo e de terra das companhias aéreas.

O custo da montagem dos kits e todo o processo logístico são discutidos integralmente com o cliente. Pode variar de centavos até R$ 30 reais por unidade, dependendo da escala e da complexidade do projeto.

O cliente pode enviar de forma digital as especificações do produto de qualquer lugar do mundo e a DHL imprime e monta a embalagem em impressora 3D

Para facilitar ainda mais o processo, a DHL comprou uma impressora 3D que desenvolve a  embalagem mais adequada visando ganhos logísticos, desde a armazenagem, transporte e distribuição. A iniciativa se encaixa melhor para empresas estrangeiras que precisam atuar no Brasil, mas também serve a projetos locais.

Todo o projeto da DHL para o packaging também leva em conta a experiência internacional e local da multinacional. Por isso, a empresa desenvolve os projetos pensando na melhor solução em material e sustentabilidade.

“Esses recursos facilitam muito todo o processo, economizando idas e vindas de produtos. O cliente, por exemplo, pode nos enviar de forma digital as especificações do produto de qualquer lugar do mundo ou passá-lo em um scanner 3D, e nós imprimimos e montamos a embalagem para a primeira prova”, explica Almeida.

Com esses dados são realizadas simulações de volumetria, peso, empilhamento e acondicionamento de kits desenvolvidos em caixas mestre, paletes e caminhões com suporte de um software especializado. Outras especificações como necessidade de controle de temperatura, normas alfandegárias e formato de disposição no ponto de venda também são levadas em consideração.

Nas atividades do packaging, a DHL aplica diversas tecnologias, como shrink, inkjet, bags, cartuchos, além de rotulagem. Os funcionários utilizam etiquetadoras automáticas e semiautomáticas.

Os mercados alvos da DHL está nas áreas de consumo, automotivo, energia, tecnologia, saúde, além de editoras e veículos de imprensa (jornais, revistas, etc.).

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