Como serão os centros de distribuição em 2030?

centros de distribuição em 2030

O desenvolvimento acelerado de novas tecnologias está revolucionando todos os setores industriais. Soluções de última geração de robótica, IA, AVs, blockchain, até soluções analíticas de big data e sensores são apenas algumas das tecnologias que podemos citar.

Com a escalada tecnológica, toda a cadeia de suprimentos se esforça para não ficar para trás e, em um exercício de futurologia, a Swisslog, uma divisão da Kuka Robotics, especializada em automação para logística, armazéns e centros de distribuição orientados ao futuro, projetou o que seria um armazém em 2030.

 

A empresa prevê que, globalmente, a população se tornará mais urbana, mais velha e a força de trabalho será menor.

O desenvolvimento da análise preditiva e a aprendizagem das máquinas, veículos autônomos e drones, robótica e impressão 3D também moldarão a armazenagem e a distribuição do futuro.

As mudanças no comportamento do consumidor também podem servir de parâmetro para o futuro. Isso inclui o crescimento do omnicanal, no qual os consumidores se movimentam facilmente entre os canais e escolhem o que comprar e onde. Os clientes continuarão a exigir maior personalização e terão menos tolerância para atrasos na entrega. Quando compram algo, independentemente do canal, esperam receber no próprio dia.

 

 

A omnicanalidade, uma tendência global, é a integração de todos os canais de contato disponíveis, de modo inter-relacionado, de forma que permitam ao cliente que iniciou comunicação com uma empresa por um canal, poder continuá-la por outro.

No seu core fundamental, omnicanal é definido com uma abordagem multicanal que providencia ao cliente uma costumer experience integrada. O cliente poderá comprar online, a partir de um computador fixo ou de um smartphone, ou por telefone, ou loja física – e a experiência seria igual.

Desta forma o armazém deve aproximar-se dos clientes que atende. Prevê-se um crescimento dos centros de distribuição urbanos que ofereçam produtos próximos dos clientes dentro das grandes cidades para possibilitar uma entrega rápida e uma experiência omnicanal mais perfeita. O desafio para este cenário será ao nível das limitações aos mercados urbanos. Esta realidade levará à constituição de armazéns compactos e eficientes com estoques limitados, otimizados com base na análise preditiva e complementados com impressão 3D.

As restrições de espaço, impostas pelos ambientes urbanos, provavelmente também irão impor um modelo de serviço compartilhado, no qual vários vendedores compartilham espaço na mesma instalação, com produtos desses vendedores consolidados para entrega, semelhante à forma como os expedidores de encomendas consolidam encomendas atualmente.

O armazém urbano deve estar equipado para produzir produtos, armazená-los e transportá-los. Com maior customização no horizonte e amadurecimento contínuo da tecnologia de impressão 3D, o centro de distribuição urbano estará bem posicionado para imprimir produtos de acordo com a procura, empacotá-los e entregá-los, tal como acontece com os produtos estocados.

O centro de distribuição urbano deve ser configurado para suportar a entrega no mesmo dia ou a recolha do cliente através de uma combinação de veículos autônomos, separação e carregamento robótico, drones e pontos de recolha móveis.

A tecnologia desempenhará um papel significativo no fornecimento da velocidade e eficiência necessárias e na automação da movimentação de produtos de grandes armazéns regionais para centros de distribuição urbanos, permitindo ao mesmo tempo a recolha, carregamento e entrega mais rápida.

E você leitor, como vê os armazéns e CDs em 2030?

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