Com menor custo, cabotagem mostra resultados crescentes

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Modal com custo competitivo em relação ao predominante rodoviário, a cabotagem passa a ser considerada por uma grande parte dos embarcadores e operadores. Na última Intermodal, diversas empresas anunciaram opções pelo transporte costeiro. A DHL, por exemplo, busca, entre outros resultados, diminuir efeitos negativos ao ambiente.

Pois bem, essa ação já vem dando resultados. A TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá) registrou recorde de performance de cabotagem no mês de março, quando foram movimentados 1.006 contêineres na categoria. O número é um recorde histórico, já que foi o melhor março em toda a história do Terminal.

O número também contribuiu para a alta de 154% na movimentação do primeiro trimestre do ano comparado ao mesmo período do ano anterior. “A TCP vem de um ano com movimentação recorde: em 2017, foram 6.690 contêineres entre os meses de janeiro e dezembro. Estamos otimistas em relação a 2018 e esperamos um crescimento de aproximadamente 30% nos 12 meses”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP.

De acordo com o executivo, os números estão crescendo motivados pela atuação do time comercial e à conversão de cargas de outros estados para o Paraná devido à estrutura do Terminal. “Para o cliente, a moderna estrutura operacional, com o maior parque de tomadas reefer da América do Sul, armazéns modernos e equipamentos de última geração são fatores decisivos. A TCP garante ao empresário que a carga será embarcada dentro do prazo previsto, independente de variações climáticas”, explica.

Além disso, o Terminal tem convertido cargas que acessavam as regiões Norte e Nordeste por modal rodoviário já que a operação por cabotagem representa economia para o cliente. “A operação por esse modal é até 30% mais barata se comparada ao transporte rodoviário, dependendo do perfil da carga e destino”, diz.

Entre as cargas mais movimentadas no fluxo que vai de Paranaguá ao Norte e Nordeste, estão carnes refrigeradas, madeira e alimentos. Na descida, há uma maior diversificação com alimentos, embalagens, químicos e eletrônicos. “Essa é uma modalidade bastante segura, com menos riscos de acidentes, já que reduz o número de caminhões na estrada, e mais ecologicamente correta, com menos emissão de CO2”, finaliza.

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