Com fábrica 4.0, Scania projeta superar 10 mil caminhões da nova geração

Nova geração de caminhões Scania

Com sua nova fábrica 4.0 instalada em São Bernardo do Campo e uma nova geração de produtos, a Scania está pronta para atender a uma demanda e superar a concorrência na retomada do crescimento do mercado brasileiro. A expectativa é que seus negócios de motores, chassis de ônibus e caminhões cresçam de 15% a 20% em 2019.

Roberto Barral, vice-presidente de relações comerciais da Scania

“Sabemos dos desafios das reformas (constitucionais), da ainda instabilidade política e da  lenta retomada de alguns setores da economia, mas acreditamos numa perspectiva otimista para este ano”, afirmou o vice-presidente de relações comerciais da Scania, Roberto Barral.

Em 2018, a Scania teve uma forte recuperação das suas atividades do transporte de cargas, com crescimento de vendas de 60% de pesados e extrapesados – a empresa usou toda a sua capacidade para atender aos pedidos, que se concentram nos segmentos acima de 16 toneladas.

A empresa produziu 8.643 unidades em 2018 –  alta de 50% sobre o volume de toda a produção de caminhões 2017.  Para este ano, a expectativa interna é poder romper a barreira dos 10 mil veículos, com os investimentos de R$ 2,6 bilhões na fábrica, que se tornou uma das mais automatizadas e modernas ao replicar conceitos adotados na Suécia pela Scania, marca pertencente ao grupo alemão VW.   

Com pedidos em carteira de 3,2 mil caminhões da nova geração, que tiveram aumento de preço de até 30% em comparação com a antiga linha descontinuada, a Scania deverá obter uma maior rentabilidade de seus negócios no mercado doméstico. Só em carteira, os pedidos garantem a plena ocupação da fábrica até abril.

Em ônibus, a montadora de origem sueca espera repetir o crescimento de 20% no ano passado. A aposta é nos articulados e rodoviários de grande porte – o segmento onde está concentrada.

A empresa aposta na renovação do urbano e também de rodoviário, onde investe em tecnologias de segurança passiva para aumentar vendas. “Nossa verdadeira pedra preciosa é o chassi 8×2, inigualável na concorrência por oferecer um salão maior, pacote tecnológico e economia ao operador”, disse Silvio Munhoz, diretor da operação de ônibus da Scania.

Em recepção a jornalistas especializados na fábrica em São Bernardo, executivos da Scania reforçaram a estratégia da empresa como provedora de soluções em prol da rentabilidade de seus clientes, não só como uma fábrica caminhões, ônibus e motores.

Neste conceito, estão integrados os serviços de conectividade dos veículos, que permitem manutenção programada, maior disponibilidade do veículo, racionalização na operação e aperfeiçoamento constante dos motoristas, entre outros benefícios.

“Nós comprovamos aos nossos clientes a rentabilidade aos observarmos e oferecermos soluções para melhorias contínuas em todas as etapas do custo total da operação”, reforçou Barral. “Atualmente, ninguém mais compra veículos de transporte senão tiver a garantia da rentabilidade na operação.”

Há três anos, a Scania vem impulsionando no mercado brasileiro seus serviços de conectividades. As novas tecnologias geram dados para melhorar a rentabilidade do operador, mas também fornecem informações para que a Scania aprimore seus produtos.

Atualmente, 13 mil caminhões no Brasil contam com os serviços de conectividade. Em cinco anos, a montadora projeta elevar esse numero para 90 mil. “É uma tecnologia que só está no limiar, mas avançará rapidamente para oferecer cada vez mais soluções para a rentabilidade do operador”, disse Fábio Souza diretor de Serviços Scania do Brasil,

No encontro com jornalista, a Scania levou à fábrica seus clientes preferenciais na operação do transporte de passageiros e de cargas para mostrar como eles obtiveram melhores resultados financeiros com o pacote de serviços oferecidos de fábrica.

O supermercado Sonda, por exemplo, conseguiu maior disponibilidade da frota, eficiência na logística e redução de custos com os serviços de conectividade. A empresa dá preferência aos caminhões Scania em sua frota.

“Eu não compro caminhões, compro rentabilidade”, repetiu o discurso dos executivos da Scania, Atílio Contatto, sócio da Transportadora Contatto, que, com uma frota de 320 caminhões (a maior parte dela Scania) é especializada em transporte de produtos químicos. “Por isso, soluções, consumo e a assistência que a Scania nos dá fazem toda a diferença”, disse o operador.  

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