Capital privado é cortejado por autoridades na abertura da Intermodal

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Maior abertura ao capital privado. Esta foi a mensagem das autoridades estaduais e federais presentes na abertura oficial da 24 Intermodal, neste ano realizado no Pavilhão Expo São Paulo, com a presença de 400 empresas de 22 países – evento de maior importância para o setor da logística na América Latina.

“Trocamos a ideologia pela aritmética”, disse o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, em alusão à política de concessões do governo anterior. De saída do cargo, Quintella disse que todos os modais do transporte – rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário – apresentaram indicadores de crescimento das atividades em 2017 em razão da recuperação econômica, puxada pelas empresas.

Quintella afirmou que o governo federal busca cada vez mais se aproximar dos investidores privados. De acordo com ele, as condições são propícias aos investimentos, visto que o Brasil tem “grandes cabeças” do serviço público atuado em Brasília, agências reguladoras fortes, operadores de nível internacional e capital interessado nos grandes projetos logísticos.

“Há um roteiro de oportunidades”, afirmou o senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística no Congresso e cotado para ser o próximo ministro dos Transportes, já que Quitella deixará o cargo daqui a 20 dias para disputar as eleições.

Fagundes afirmou que o setor público não consegue suprir as necessidades de investimentos, que só no modal rodoviário necessitam de R$ 231 bilhões. “A iniciativa privada precisa participar ativamente desse processo”, disse.

Na abertura da feira, as autoridades públicas ouviram a reclamação de que o governo ainda não conseguiu garantir “segurança jurídica”. A suspeita de envolvimento do presidente Michel Temer em favorecimento na concessão no setor de portos também gera desconforto no meio empresarial.

“Há uma nuvem que se formou, mas que será dissipada”, afirmou o ministro em relação ao tema espinhoso ao governo, deixando o presidente Michel Temer na defensiva. “O momento é de retomada da confiança e crescimento econômico.”

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