Câmara climática brasileira testa motores Toyota

Câmara climática Mecalor testa motores Toyota

No Ciclo Otto, todas as variações de pressão, temperatura, volume, adição de calor e remoção de calor impactam no funcionamento do motor e geram efeitos no meio ambiente. Enquanto o motor a combustão existir, seus efeitos precisam ser constantemente estudados.

Por isso, fabricantes de veículos sempre tomam como ponto estratégico ensaios para a evolução dos propulsores, atendimento de normas ambientais de emissões e consequente satisfação de seus consumidores.

No Brasil, a Toyota escolheu a empresa brasileira Mecalor para fornecer e instalar na fábrica de São Bernardo do Campo um simulador de precisão de condições climáticas de temperatura, umidade e pressão do ar de admissão no motor em teste.

 

 

Projetado e desenvolvido localmente, o equipamento chamado de Intake-air conditioner é responsável por garantir a validação de propulsores e componentes em diversas situações de temperatura e ambiente, permitindo a fabricantes simplificar ou até mesmo substituir os complicados testes de campo.

 

Com o novo equipamento, a montadora japonesa investe na qualificação e dá um upgrade em seu laboratório de motores no ABC, onde poderá executar provas de desempenho e durabilidade.

É porque testes dessa natureza sempre foram realizados somente pela matriz da montadora japonesa. Isso torna a Mecalor no principal parceiro Toyota em um projeto único, fora do Japão.

 

“Conseguimos projetar, fabricar e instalar o equipamento de acordo com as especificações técnicas exigidas por um fabricante de nível mundial com a Toyota, que exige rigorosos padrões de qualidade”, afirma o CEO da Mecalor, János Szegö. “É mais um desafio vencido por nossa equipe, que já atende outras grandes empresas da indústria automobilística.”

Líder de mercado em soluções de engenharia térmica e um dos poucos fabricantes do mundo nesta atividade, a Mecalor desenvolve e produz câmaras climáticas para o setor. Com essas “caixas” podem ser realizados diversos tipos de ensaios, tanto nas peças como no carro por inteiro.

Como é o caso da fabricante sueca Volvo, que adquiriu uma câmara climática especialmente para testar os cabos de fibra óptica instalados nos seus carros.

Além de Toyota e Volvo, marcas como Volkswagen, GM, Ford, Fiat, Hyundai, Honda (motos), e Iveco e Scania (caminhões) também usam as câmaras climáticas da Mecalor para testes e homologações.

Projetadas sob medida para ensaios climáticos com veículos ou subconjuntos de grande porte, a câmara climática pode operar na faixa de -70º C a 150º C, com controle de umidade relativa.

O equipamento contempla acabamento interno de aço inoxidável hermeticamente soldado, visores com vidros múltiplos, rampa de acesso e passagem para cabos ou dispositivos no fornecimento usual, podendo ser entregue no esquema monobloco ou montada no local da instalação.

Com motores a combustão, tudo que sofre variação de temperatura precisa ser medido. E no futuro próximo dos carros elétricos? “Ainda ninguém sabe muito bem o que vai acontecer”, afirma János Szegö, cuja empresa está há mais de 50 anos em atividade, quarenta dos quais na indústria automobilística.

Para ele, o que se sabe é que as baterias dos veículos sofrem mudanças de temperaturas. “Os responsáveis pelos testes na indústria automobilística nos informam que virão mudanças, mas nem eles mesmo sabem de que forma acontecerão”, afirma o CEO da Mecalor. “De qualquer forma, estamos preparados para as mudanças.’

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