Cabotagem cresce 18% para DHL, que busca reduzir emissões no modal

Cabotagem cresceu 18% para a DHL

A cabotagem cresceu 18% para a DHL em 2017. O uso cada vez mais intenso do modal faz parte da estratégia da multinacional alemã para a movimentação de cargas no Brasil e das metas propostas pela matriz para a redução de carbono em operações de transporte e logística globais.

De acordo com dados da DHL, a cabotagem chega a usar oito vezes menos combustível que o modal rodoviário e emite 323% menos CO2, reduzindo os impactos negativos que o transportes causam ao planeta.

“O mercado logístico está passando por grandes mudanças com a revolução digital”, afirma Cindy Haning, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil. “Vamos debater estratégias comprovadas não apenas para redução de carbono, mas também para o aprimoramento das cadeias logísticas.”

A cabotagem, segundo a empresa, é naturalmente aplicável no Brasil. Com mais de 8 mil quilômetros de costas navegáveis, o país tem 80% da população e 70% das indústrias a menos de 200 quilômetros do litoral.

Para atender à crescente demanda pela cabotagem, a DHL abriu um escritório em Itajaí (SC). “A cabotagem une maior segurança (na manipulação e segurança da carga), custos mais competitivos e menor impacto ambiental”, diz Ricardo Carui, diretor de produto marítimo da DHL.

Para ele, além da tradicional rota Sudeste-Manaus, há um grande potencial de utilizar o modal na rota Sul-Nordeste. Por isso, a abertura do escritório em Itajaí. “Esperamos receber cada vez adesões, especialmente, nas áreas de alimentos, material de limpeza, eletroeletrônicos, supermercados, construção e consumo de forma geral.”

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