O avanço da eletricidade e telemática em equipamentos e máquinas de construção

equipamentos compactos da Volvo CE

Em duas fábricas da Europa em que produz equipamentos compactos, a Volvo CE decidiu interromper o desenvolvimento de motores a diesel. Esses equipamentos passam a se concentrar em motores elétricos para atividades que não requerem grande capacidade de força.

Para os executivos da Volvo, é o primeiro passo para a mudança tecnológica, que ainda poderá levar muito tempo para chegar a todos os segmentos de todas as regiões do mundo, onde deve imperar as atuais máquinas impulsionadas por combustíveis fósseis.

“A eletricidade é uma tendência, embora precise passar por muitas etapas até se consolidar”, admitiu Wladimir Garcia, vice-presidente e diretor-geral do complexo industrial da Volvo CE na América Latina.

A decisão da Volvo para motores elétricos está longe de impactar a fábrica em Pederneiras, onde está concentrada a produção de veículos de capacidade média para mercados globais altamente exigentes em veículos de força voltados para todo o tipo de mobilidade de materiais e equipamentos.

Além de motores elétricos, será cada vez maior o uso de sistemas que monitorem todo o circuito de atividades de máquinas, como o ambiente de minas, onde a autonomia dos veículos também será uma tendência nos próximos anos.

Enquanto as grandes inovações e rupturas não chegam ao setor, o objetivo atual é ampliar serviços que garantam melhorias contínuas na produtividade e eficiência dos equipamentos por meio de softwares que geram informações.

Na América Latina, a Volvo está lançando o sistema Co-Pilot, sistema que dá maior assistência ao operador. “O objetivo é criar ferramentas para ampliar a rentabilidade dos negócios dos nossos clientes”, afirmou Luiz Marcelo Daniel, presidente da Volvo CE Latin America.

Ao monitorar, a Volvo também consegue subsídios para uma melhoria contínua de seus produtos, além de garantir mais vendas para seus revendedores ao atender clientes que buscam uma gestão mais profissionalizada de seus equipamentos.

Durante a visita à fábrica de Pederneiras, a empresa demonstrou o funcionamento do Load Assit, que está à disposição nas carregadeiras L150H, L180H, L220H e L260H. O assistente de carregamento está sendo lançado em dois aplicativos, o de medição de carga e câmera de visibilidade traseira.

Com o Load Assist, o operador tem informação em tempo real sobe a condição da carga. O objetivo é evitar excesso ou falta de carga, além de prevenir desgaste da máquina e até mesmo eventuais multas contratuais. Totalmente automático, as medições de carregamento são mostradas para o operador dentro da cabine.

 Já o Haul Assist é a plataforma de aplicativos de caminhões articulados Volvo. Estará disponível nos modelos A25G, A30G, A45G e A60H. Os dados podem ser coletados remotamente com sistema de telemática.

De acordo com a Volvo, futuramente outros aplicativos serão lançados visando a melhor eficiência da operação, não limitando-se apenas a operação dos equipamentos, mas gestão sistêmica por meio da conectividade entre todas as máquinas em um canteiro ou circuito pré-determinado.

Mil máquinas monitoradas

A Volvo espera alcançar mil máquinas monitoradas até o final deste ano com o programa Active Care Direct (ACC), que já integra as máquinas da marca de fábrica desde 2018. Por meio de telemática, o serviço promete melhorar a eficiência dos equipamentos.

Em 250 máquinas monitoradas em cinco meses do ano passado, a Volvo identificou potencial de economia de R$ 350 mil. O ACD detecta uma série de situações, desde o uso excessivo até erros operacionais, que implicam consumo maior de combustível e danos ao equipamento.

Para ativar o monitoramento, basta o cliente aceitar o serviço. “Cada vez mais os clientes entendem a necessidade de otimizarem suas frotas, cortando custos desnecessários”, afirmou Alexandre Flatschart, diretor de Customer Solutions da Volvo CE LA.

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