Atraso não afetará programa Rota 2030, prevê Anfavea

rota 2030

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ainda discute com o governo os ajustes finais do programa Rota 2030, que vai estabelecer novas metas e diretrizes para o ganho de competitividade da indústria automobilística nacional. Para a entidade, a regulamentação do projeto deve ser feita até o final do ano.

“Ainda discutimos as últimas métricas”, afirma o presidente em exercício da Anfavea, Rogelio Golfarb, para quem as negociações são “complicadas” em razão da dimensão e complexidade da cadeia automobilística, que envolve dezenas de autores. O programa vai estabelecer normas de eficiência energética dos veículos produzidos no Brasil.

Golfarb afirmou ainda que se discute entre a cadeia e as autoridades públicas a necessidade ou não de uma “noventena” para que a indústria comece a se adaptar ao Rota 2030, programa que será implantado em momento em que as principais montadoras do mundo preparam, fora do Brasil, uma migração dos motores a combustão para os elétricos.

Golfarb comemorou os resultados de venda e produção dos carros em setembro, que registraram alta significativa em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas cresceram 24,5% e a produção 39% no mês. O presidente em exercício da entidade considera atípicos os números quando comparados ao mesmo período do ano passado. Em relação a agosto, os números de setembro registram queda, mas a retração é explicada pelos três dias úteis a mais de venda do mês anterior.

“Estamos observando uma retomada contínua e gradual do mercado”, afirmou na coletiva de imprensa. “Esses números de setembro, a princípio, não são sustentáveis. Vamos aguardar os próximos passos do mercado.”

Golfarb considera ainda prematura uma revisão do número de vendas e projeção para o final do ano, acima dos percentuais já divulgados pela Anfavea, que espera alta de 7,3% no mercado interno e 25,2% na produção total.

No acumulado do ano até o mês de setembro, o mercado interno soma 1,620 milhão de veículos comercializados – no mesmo período do ano passado, o montante era de 1,509. Nas projeções da Anfavea, o ano terminará com um mercado interno de 2,200 milhões, percentual que deixa o Brasil entre os 10 maiores do mundo.

Além da reação do mercado interno, as surpreendentes exportações puxam a produção nacional, que em 2017 crescerá 25% com um volume de 2,7 milhões de veículos, entre carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. As exportações cresceram até setembro 51% em vendas (US 11,7 bilhões) e unidades exportadas (566 mil).

Ainda em baixa

Desde maio, o mercado de caminhões vem se recuperando mês a mês, mas no acumulado de janeiro a setembro as vendas ainda estão 9% menores que os verificado no mesmo período do ano passado, que foi terrível para a indústria de pesados. Frente a setembro de 2016, a comercialização interna cresce 9%. É provável que 2017 termine com o mesmo volume vendido no ano passado, em torno das 52 mil unidades.

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