Anfavea projeta crescimento de produção e vendas para 2020

As previsões iniciais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de um crescimento de pouco mais de 11% para 2019 não se concretizaram e não foi desta vez que a indústria superou os mais de 3 milhões de veículos licenciados, marca atingida em 2014, quando foram vendidas 3,5 milhões de unidades.

Com moderado otimismo porém, a entidade comemora o terceiro ano consecutivo na recuperação dos volumes de vendas e de produção com a divulgação dos números de 2019 que terminou com uma alta de 8,6% em relação a 2018, com 2,9 milhões de unidades vendidas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Anfavea prevê crescimento para 2020

Para 2020, a Anfavea prevê crescimento de 9,4% em relação ao ano que termina, com cerca de 3,05 milhões de unidades vendidas ao longo do ano. Número que ainda assim ficará, caso se confirmem as previsões, 750 mil unidades abaixo do pico histórico de 2012, quando foram comercializadas cerca de 3,8 milhões de unidades.

“Todos os indicadores da economia brasileira apontam para um ano de recuperação mais robusta: alta de 2,5% no PIB em 2020, inflação controlada, emprego em leve recuperação, juros mais baixos e maior confiança do consumidor”, justifica Luiz Carlos Moraes.

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Com esse aquecimento do mercado interno, a indústria automobilística espera produzir algo em torno de 3,16 milhões de unidades, 7,3% mais veículos que em 2019, mesmo com uma retração nas exportações estimada em 11%.

Segundo Moraes, os números “são mais animadores que os do ano passado, mas ainda insuficientes para que retomemos os picos de vendas e produção verificados um pouco antes da grave crise de 2014 a 2016”.

Para o presidente da Anfavea o Brasil está no sentido correto das reformas estruturais e do saneamento da máquina pública, mas precisa ser ainda mais ambicioso no sentido de avançar nas reformas e privatizações, e sobretudo no ataque ao Custo Brasil. “Só teremos uma recuperação duradoura quando o país eliminar os gargalos tributários, logísticos e burocráticos que prejudicam toda a indústria”, concluiu.

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