Caminhão que impôs novos parâmentos, Actros chega ao seu maior nível de vendas

Menos de uma década depois de chegar ao mercado brasileiro, o extrapesado Actros já é estrela que mais brilha na constelação da Mercedes-Benz.

De acordo com informações da empresa, a família do modelo, entre suas várias versões, está em sua melhor fase de vendas e pode encerrar 2019 com cerca de seis mil unidades emplacadas – um feito impressionante para um caminhão topo de gama na faixa dos R$ 500 mil.

actros

O Actros já é o caminhão mais vendido da Mercedes-Benz neste ano. Até abril, apenas a versão 2561, vendeu 1.400 unidades.

Se somadas as vendas da família Axor, outro extrapesado bem-sucedido da Mercedes-Benz, a montadora da estrela de três pontas soma 4.700 unidades emplacadas nos quatro primeiros meses do ano – alta de 70% frente as 2.780 unidades de super pesados comercializadas no mesmo período do ano passado.

“Graças ao ótimo desempenho comercial das famílias Actros e Axor, nós lideramos as vendas de extrapesados no Brasil em 2019”, ressalta Ari de Carvalho, diretor de vendas e marketing caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

Como no ano passado, setores do agronegócio, como transporte de grãos, cana-de-açúcar e madeira, vêm puxando as vendas de caminhões extrapesados em 2019, além do transporte de combustíveis, logística, produtos químicos e outros.

“O crescimento nas vendas de extrapesados contribui de uma forma muito importante para o nosso resultado como um todo no mercado brasileiro de caminhões, do qual somos líderes com mais de 30% de participação nos primeiros quatro meses de 2019”, diz Ari.

De acordo com ele, foram 8.562 unidades emplacadas, o que corresponde a 57% de aumento em volume na comparação com as 5.463 unidades do mesmo período de 2018.

Trajetória

FutureTransport acompanha o Actros desde sua chegada ao País, ainda quando estreou aqui como um importado. Parecia um caminhão dos sonhos, distante do padrão e da realidade do mercado da época de então.

Como o mercado estava crescendo muito, a montadora decidiu pela produção local. Em 2011, a empresa começou a produzir o veículo em Minas, no início, com baixo índice de nacionalização.

A produção de peças e componentes, cabines e trem de força foi deixando a importação para ganhar a industrialização local, feito que conferiu maior confiança a empresários e também credenciou o modelo a obter financiamentos oficiais. Atualmente, mais de 90% do Actros é produzido no Brasil.

Com um grande pacote tecnológico para a época e fora dos padrões locais do mercado até então, o Actros encantava mais os entusiastas da tecnologia em prol da segurança, conforto, durabilidade e economia do que propriamente os transportadores, relutantes em assumir mais custos.

Produzido em Juiz de Fora, a Mercedes-Benz, ao longo dos últimos anos, foi trabalhando em ajustes para deixar o Actros mais calibrado para suas diversas aplicações, dentro  do seu conceito de negócios de ouvir o que as estradas dizem.

Como resultado desta estratégia de aproximação dos clientes e mostrando as contas na ponta do lápis, a montadora aumentou a eficiência, e resistência do modelo para operações de maior força e condições adversas de rodagem, convencendo operadores.

O veículo foi ganhando penetração e fama entre os motoristas e empresários até chegar ao seu atual estágio de vendas, fazendo do gigante Actros um sucesso de vendas.

Test drive

Foi neste contexto que a reportagem do FutureTransport teve o prazer de rever a dirigibilidade do Actros por trechos do Rodoanel Governador Mario Covas, na região metropolitana de São Paulo.

Todas as tecnologias que o modelo trazia anos atrás e que pareciam distantes da nossa realidade, hoje, nota-se, são corriqueiras e cada vez mais indispensáveis.

Sete, cinco anos atrás parecia um exagero e algo quase inatingível para muitos ter um sistema que ajudasse na frenagem do caminhão para não colidir com um veículo à frente nas estradas; atualmente não se concebe um veículo deste porte sem este tipo de assistência.

Assim como o câmbio automatizado, o freio retarder de vários estágios, o piloto automático com retomadas progressivas e econômicas de velocidade, e a vibração quando se “queima” a faixa de rolagem, entre tantos outros recursos.

Sem falar do sistemas de telemetria e telemática do Actros, que também foram outras inovações da época, depois repassada a demais modelos da linha MB.

No test drive, impressiona o padrão de conforto na cabine, que, mesmo com as imperfeições do piso do rodoanel (que mesmo pedagiado tem faixas de rolamento em estado lastimável), não gera vibração na cabine, que conta com sistema de amortecimento para diminuir impactos, recurso tão necessário para longas horas no rodoviário ou nas severas aplicações em piso de terra.

Foi legal reavaliar anos mais tarde todo esse conjunto inaugurado pelo Actros, um caminhão que tem a sua eficiência agora atestada pelo mercado sempre em busca da maior rentabilidade para os operadores do transporte e da logística.

O próximo passo é saber quando as novas tecnologias e a nova cabine do Actros, que já está em geração mais adiantada na Europa, irão nos entusiasmar de novo.

A torcida é para que o mercado brasileiro de caminhões se fortaleça e viabilize a nova geração do Actros por aqui o mais rápido possível.

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